quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Circuito no Centro de Convenções

Foto: Wesley Machado

O Circuito Goitacá de Economia Solidária, projeto de extensão universitária da ITEP/PROEX/UENF, que costumeiramente é realizado às terças-feiras no prédio 5 da UENF, está nesta semana de 4 a 8 de novembro no Centro de Convenções Oscar Niemeyer, onde está sendo realizado o Encontro de Engenharias da UENF (EENGE).

Flashs do Circuito no IFF dia 05/11

Fotos: Wesley Machado




O Circuito Universitário continua sendo realizado no IFF Centro às terças-feiras, das 10h às 20h. No dia 19/11, está prevista a realização do Circuito na Universidade Cândido Mendes (UCAM).

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

"Inclusão digital (e desigual)", artigo de Pedro Simões para a Folha de São Paulo

O acesso ao celular no Brasil é uma fotografia idêntica à da renda. Quanto menor a remuneração numa região, mais baixa é a penetração do telefone móvel. O mesmo retrato se repete quando o tema é o uso da internet. A partir dessa premissa, extraída dos dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2012, pode-se vislumbrar que a inclusão digital, crescente ano após ano, caminha para replicar um padrão histórico de desigualdade no país.
No Nordeste, 64,6% das pessoas possuem celular. No rico Sudeste, 77,1% dispõem do aparelho. A pesquisa releva ainda o que intuitivamente já sabíamos: os mais jovens são mais conectados à rede. O advento crescente dos smartphones junta as duas coisas: internet e telefonia móvel. A ideia de que na era do conhecimento haverá um computador por pessoa possivelmente se materializará com os telefones inteligentes. Mais caros, esses aparelhos são menos acessíveis às regiões e faixas de renda mais pobres. Ainda mais num país que pratica a mais alta tarifa de celular do mundo, segundo levantamento de entidade da ONU. No anúncio da fusão da Oi com a Portugal Telecom, na semana passada, o presidente da nova companhia (que nasce carioca), Zeinal Bava, prometeu custos menores, a serem repassados nas tarifas. O compromisso parece distante ao se desenhar uma possível venda da TIM para a Vivo, limando uma concorrente.
Sob o pretexto de criar uma “supertele” nacional, o governo Lula mudou as regras e estimulou a compra da Brasil Telecom pela Oi, em 2008. O negócio, que tinha estrangeiros no páreo, só saiu graças ao gordo financiamento do BNDES. O projeto naufragou e o mercado perdeu um competidor. Ao fim e ao cabo, não importa a nacionalidade da prestadora de serviços. Para o consumidor, o relevante é a maior concorrência, que abre espaço para tarifas mais baixas.
Reproduzido no site do Observatório da Imprensa em 15/10/2013.

Moedas Sociais

As moedas sociais são uma experiência muito bem utilizada em eventos de Economia Solidária Brasil afora. Uma boa alternativa nas trocas solidárias de produtos, elas são utilizadas em bancos comunitários e são reconhecidas pelo Banco Central do Brasil, que inclusive no ano de 2008 realizou um seminário em Belo Horizonte-MG sobre este tema. Recentemente, uma moeda social, chamada “moeda literária” foi utilizada na 2ª edição da Feira do Livro do Amapá (Flap):


Confira alguns outros modelos de moedas sociais:

Capivari - Silva Jardim-RJ

Mumbuca - Maricá-RJ


Potiguar - Caucaia-CE


Maracanã - Pajuçara/Maracanaú-CE

E o nosso motirõ:

Segundo dados da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, em 2012 estava circulando no Brasil o valor de 500 mil em moedas sociais, com uma estimativa de 350 mil pessoas utilizando-as. Já o lastro é em real. Além disso, nas comunidades em que há moedas sociais, elas são aceitas como pagamento pela grande maioria dos estabelecimentos comerciais. Outra prática bastante comum é conceder desconto para quem compra com moeda social para incentivar o seu uso.

No Conjunto Palmeiras, bairro de Fortaleza, foi criado o primeiro banco comunitário do País, o Banco Palmas, e também a primeira moeda social, a Palma. No bairro de cerca de 30 mil habitantes, há 260 empreendimentos cadastrados para aceitar a Palma, e a média de desconto para quem compra com ela é de 5%. 

O Banco Palmas foi criado em janeiro de 1998 e a moeda Palma em janeiro de 2001. No entanto, a história do banco e de sua moeda remete a 1973, quando começaram a chegar ao Conjunto Palmeiras seus primeiros moradores, em sua maioria, despejados de áreas litorâneas de Fortaleza. O bairro foi construído de forma desordenada, e sua estruturação só teve início com a fundação da Associação dos Moradores do Conjunto Palmeiras, em 1981. O objetivo da associação era organizar as famílias e buscar melhores condições de vida.

Com informações do Portal Terra.





Seminário “Economia Solidária e Autogestão" a partir desta 5ª feira na UFF Niterói

A Incubadora de Empreendimentos de Economia Solidária da Universidade Federal Fluminense (IEES – UFF), em parceria com a Ampla, realiza a partir desta quinta-feira (7) o seminário “Economia Solidária e Autogestão”, evento aberto ao público e com entrada gratuita. Na programação, mini-cursos, workshop e lançamento de livro. Confira:
(Clique na imagem para ampliar)