terça-feira, 9 de agosto de 2016

Economia Solidária de Campos é regulamentada pela câmara de vereadores.

Nesta terça-feira (09), a câmara de vereadores de Campos aprovou por unanimidade a lei que regulamenta políticas para a economia solidária municipal. A votação do projeto na Câmara foi acompanhada pela coordenação do Fórum de Economia Solidária de Campos dos Goytacazes, que conta com 16 membros e mais de 300 trabalhadores aderidos ao movimento.

Vereadora Auxiliadora de Freitas apresenta o projeto aos parlamentares.
O projeto se dá em sequência ao trabalho que a parlamentar Auxiliadora de Freitas iniciou juntamente com o Fórum da Economia Solidária desde a reforma da Lei Orgânica. Foi por iniciativa de Auxiliadora, que a economia solidária foi incluída na ordem econômica e social de Campos dos Goytacazes, no capítulo da Lei Orgânica que passou a prever a política municipal de economia cidadã e também sua perspectiva emergente no mundo do trabalho na educação de jovens e adultos.

O projeto ainda precisa ser sancionado prefeita Rosinha Garotinho. O prazo para manifestação da prefeita é de 15 dias. Entrando em vigor, a Lei deverá beneficiar cerca de 22 mil trabalhadores em Campos, dentre as seguintes categorias: agricultura familiar, pesca artesanal, cooperativas, artesanato, costureiras, doceiras, salgadeiras, quilombolas, artistas populares, e outros.

Movimento de Economia Solidária de Campos e a Vereadora Auxiliadora.
 – Neste tempo de crise econômica, é de fundamental importância apresentarmos alternativas de modelo que valorizam a produção. Precisamos mudar conceitos. Acreditar mais na cooperação do que na competição. Incentivar a diversificação e constatar que é possível valorizar o que é seu sem depreciar o que é do outro. Apostar na partilha de conhecimentos e de ideias como algo em benefício coletivo em prol do sistema econômico e não em um bem cujo valor agregado é a necessidade da procura maior do que a oferta – disse Auxiliadora Freitas.

Para o Fórum de Economia Solidária de Campos, a regulamentação da lei foi mais um importante passo rumo a execução de políticas voltadas para a fomentação da ECOSOL. A luta para a inclusão do tema na lei orgânica municipal teve um capítulo importante em dezembro de 2014, no Dia Nacional da Economia Solidária, quando integrantes de movimentos diversos entregaram à Vereadora Auxiliadora de Freitas uma minuta com assuntos que deveriam constar na regulamentação. E para contentamento geral, todos os itens foram aceitos no Projeto de Lei elaborado pela parlamentar.

terça-feira, 5 de julho de 2016

ITEP e Coopemar em visita técnica ao estado do ES.

O mês de junho foi de bastante aprendizado para integrantes da Cooperativa de Produtos Manufaturados e de Costura de Rio Preto (Coopemar). Em Venda Nova do Imigrante, no estado do Espírito Santo, o grupo composto por 9 cooperados conheceu sete locais que são referências em assuntos ligados à agricultura familiar e à costura.
 
Um dos locais visitados foi o “Sítio Orquidário Tapera”, onde o grupo foi acolhido por um engenheiro agrônomo. Ele mostrou as estufas e explicou o processo de cultivo das orquídeas, mostrando as principais espécies, sendo que dentro delas, existem híbridos e um melhoramento genético. Eles conheceram o custo de produção das orquídeas, das estufas e a melhor forma de comercialização.


No Sítio da família Altoé, os visitantes entenderam como funciona uma agroindústria familiar, com a produção de biscoitos feitos no forno à lenha. 

Os artesanatos confeccionados pelos membros da família são expostos em uma pequena loja onde se encontram produtos para casa e jardins, feitos com madeira de pés de café (casinhas para pássaros, cestos de bambu entre outros).


Em apenas um dia, a equipe visitou os seguintes locais:

  1. Sítio Lorenção, Venda Nova do Imigrante.
  2. Familia Altoé, Venda Nova do Imigrante.
  3. Sítio da Família Brioschi, Venda Nova do Imigrante.
  4. Sítio Família Busato Cachaça Temosinha, Venda Nova do Imigrante.
  5. Pedra Azul, Venda Nova do Imigrante.
  6. Fazenda Carnielli, Venda Nova do Imigrante.
  7. Sitio orquidário, Venda Nova do Imigrante.

De acordo com a equipe técnica da ITEP/UENF o objetivo da visita foi mostrar, de forma prática, empreendimentos relacionados a agricultura familiar e a costura, colocando os cooperados em contato com os empreendedores para troca de conhecimento.


A estrutura de incubação da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares da Uenf (Itep) oferece apoio para que empreendedores transformem suas ideias em cooperativas de produção, redes e cadeias produtivas para empreendimentos ligados a economia solidária.

A Cooperativa de Produtos Manufaturados e de Costura de Rio Preto (Coopemar), incubada pela Itep em 2016, é a responsável pela idealização do Projeto “RecimaisLONA”, que tem como foco o reaproveitamento de lonas.

Texto: Cléber Rodrigues. 
Fotos: Rita de Kássia Guarnier, Rebeca Chagas e Antonio Augusto Carvas.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Nova coordenação do GT de Comercialização faz primeira reunião.

Membros do Grupo de Trabalho (GT) de comercialização do Fórum de Economia Solidária de Campos se reuniram, nesta terça-feira (21), para programar ações de incentivo a venda de produtos.

O encontro, que aconteceu na Universidade Estadual do Norte Fluminense, serviu também para estreitar os laços entre os integrantes, que, entre outras atividades, discutiram artigos do regimento.

 Entre os presentes na reunião estavam a coordenadora do GT de comercialização, Rosane Rodrigues e sua vice, Rosângela da Silva.

“Essa primeira reunião teve um resultado bem bacana. Foi um importante passo em busca de novos espaços de comercialização. A equipe é maravilhosa e tenho certeza que os próximos encontros serão ainda mais produtivos”, disse Rosane.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Cooperativa de Reciclagem de Campos recebe visita técnica de pesquisadores da UENF.

Nesta terça-feira (19), profissionais que atuam na cooperativa de trabalho de catadores solidários de Campos (CATA-SOL), receberam os pesquisadores da ITEP/UENF Nilza Franco Portela, Antônio Augusto Carvas Sant’Anna e Cléber Junior Rodrigues. O encontro aconteceu na usina de triagem de materiais recicláveis, localizada no Parque Aldeia.

Um dos objetivos da visita técnica aos catadores foi conhecer de perto a realidade e sugerir ações, que objetivam a melhor atuação dos profissionais no mercado de trabalho. Entre as sugestões que foram apresentadas, estão estratégias para aperfeiçoar a gestão da cooperativa, além do melhoramento do sistema de coleta seletiva, já que os catadores não possuem veículo próprio.

Uma das iniciativas da assessoria da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares (ITEP/UENF) é oferecer auxílio através do conhecimento técnico dos pesquisadores.  A primeira ação será a produção de material para uma campanha, liderada pelos catadores, para aquisição de um veículo próprio.

“Nós pesquisamos no mercado o valor de um caminhão usado. Encontramos um que custa 25 mil reais. A compra do veículo vai ajudar na melhoria de vida dos catadores, que, em alguns meses, só recebem 250 reais de salário por falta de material para o trabalho. Hoje, esse é um dos principais motivos da baixa produtividade aqui na usina de reciclagem”, disse Érica Borges, presidente da CATA-SOL.

Ainda de acordo com Érica, em determinadas situações a cooperativa tem ficado sem material por falta de transporte.

“Hoje nós temos uma grande quantidade de lixo reciclável estocada em uma escola particular de Campos. Infelizmente não estamos conseguindo buscar por falta de um caminhão ou outro meio de transporte. Isso é algo que precisamos resolver. Não podemos rejeitar material em uma fase econômica dessas”, concluiu Érica.

Os interessados em participar da campanha podem ligar para o número 022 997345258.

Segundo levantamento feito pela equipe técnica da ITEP, atualmente a usina de reciclagem do Parque Aldeia recebe, em média por mês, 20 toneladas de lixo seco. Volume bem abaixo das 50 toneladas previstas no termo de cooperação técnica assinado com o município. A cooperativa, inaugurada em setembro de 2015, é formada por 25 catadores que trabalhavam no antigo aterro da Codin.

Depois de ouvir as principais necessidades da CATA-SOL, a comissão de pesquisadores da ITEP/UENF vai elaborar ações para que a cooperativa tenha uma sequência na produtividade e na gestão.

“O sentimento que temos é que ainda estamos engatinhando. A ajuda técnica vai nos ensinar a andar com as próprias pernas. Força de vontade não vai faltar”, disse a catadora Daniele Dos Santos.

Reportagem: Cléber Rodrigues - ITEP/UENF