Força, união, corrente, consolidação. Não foram poucas as vezes que essas palavras foram repetidas durante a reunião, que celebrou o primeiro encontro de 2015, esta semana.
A plenária aconteceu no auditório da secretaria de governo de Campos dos Goytacazes e teve a participação de representantes da pesca; artesanato; agricultura familiar; assentamentos; quilombos e do poder público, representado por Irecy Damasceno.
"Venho pedir, que todos vocês participem desse momento de construção. Esse espaço é nosso! Temos que usá-lo para ideias que ajudem a acrescentar para a Economia Solidária", solicitou Sueli da Silva, uma das coordenadoras do Fórum.
A presidente da associação de produtores rurais do assentamento Zumbi dos Palmares, Wilma Mota Pereira, que também participou do evento, adotou um discurso em prol da coletividade.
"Nós temos que começar 2015 mais unidos do que nunca. Se isso acontecer, grandes transformações estão por vir. Uma andorinha só, não faz verão, por isso, precisamos nos fortalecer para construirmos uma importante corrente na economia solidária", bradou Wilma.
Na plenária, foram apresentados os itens prioritários para este ano, entre eles, a organização da Rede de Economia Solidária de Campos (RECASOL), a intermediação de um plano emergencial para a seca, o pagamento de dívidas do PRONAF para pescadores e membros da agricultura familiar e a discussão de estratégias para negociação de um Centro Público de Economia Solidária.
A coordenadora da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares da UENF (ITEP), e integrante do Fórum municipal de economia solidária, Nilza Franco Portela, foi quem apresentou a pauta, que foi aprovada sem abstenções pelos participantes.
"A economia solidária é feita por um grupo muito grande, mas nós precisamos pensar estratégias. Isso é, ao mesmo tempo, um trabalho individual e coletivo. No ano passado, vocês trabalharam muito bem ajudando, por exemplo, a incluir na lei orgânica municipal, um tópico que fala sobre o centro público, sobre pesca, da criação de conselhos, etc. Um documento rico para a política pública. Este ano, nossa luta deve ser a mesma. Precisamos criar uma comunidade, uma grande família, que quer transformar a casa, e, a nossa casa com o movimento popular, é a nossa cidade", concluiu Nilza aos presentes.
O evento durou 3 horas e, para alguns, serviu como uma injeção de ânimo diante de um atual panorama de crise, provocada, entre outros fatores, pela escassez de chuva.
"Minha categoria (pescadores), está à beira de uma falência, mas isso não é motivo para desanimar. Mais do que nunca é preciso de união. Só através dela iremos ganhar poder e força para garantir todos os nossos objetivos. o que resolve são as ações", finalizou Elenilson do Espírito Santo, presidente da Associação de Pescadores Artesanais da Coroa do Grande Paraíba do Sul.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Dia da economia solidária comemorado em Campos(RJ).
“Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
A canção escrita e interpretada pelo poeta Geraldo Vandré embalou a entrada de cerca de 60 profissionais ligados a economia solidária, ao legislativo de Campos dos Goytacazes, nesta segunda-feira (15). Todos foram recebidos pelo presidente da câmara de vereadores, Edson Batista e pela vereadora Auxiliadora Freitas. Os dois receberam das mãos do presidente da Associação de Pescadores Artesanais da Coroa Grande do Rio Paraíba do Sul, Elenílson do Espírito Santos Dias, o “Ninil”, uma minuta com propostas de lei para a ECOSOL 2015, que foram definidas em plenárias do Fórum Municipal da economia solidária.
“Essas demandas são políticas. É dizer que a lei orgânica precisa de atenção. É dizer que nós precisamos de uma Frente Parlamentar, que defenda a economia solidária dentro desta casa. E, também, dizer que nosso sonho é ver a força política deste legislativo em prol da efetivação do plano de economia solidária e a construção de um centro de economia solidária. Isso não é um simplório. Isso é um sonho e nós queremos que os senhores ajudem-nos a concretizá-lo”, solicitou aos vereadores, a coordenadora Técnica da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares da UENF (ITEP), Nilza Franco Portela.
Os dois representantes do legislativo ouviram atentamente aos discursos feitos no hall de entrada e se propuseram a pôr em prática as solicitações.
“A riqueza tem que disseminar em todos os setores da sociedade. Não podemos reproduzir barões e escravos, gente muito rica e gente sem cidadania, sem opção de vida. Esse é o desafio de todos nós. É um compromisso que essa casa tem com o povo”, disse Edson Batista.
“A luta para colocar o paradigma da economia solidária cidadã na lei orgânica, já foi um grande avanço e uma grande caminhada que essa legislatura, presidida por Dr. Edson, já ofereceu ao movimento. Nós sabemos que o capitalismo selvagem é perverso, mas ele é uma realidade e nós temos que buscar caminhos para convivermos com ele. Para que o trabalhador brasileiro, tenha políticas públicas mais justas, mais humanas, mais solidárias. E é isso que é bonito no movimento da Ecosol: é o coletivo em prol da solidariedade”, completou a vereadora, Auxiliadora Freitas.
Logo após o encontro, um manto, que simboliza a luta coletiva em prol da economia solidária foi estendido sob as escadarias da câmara de vereadores de Campos.
“Esse manto tem duas simbologias: a primeira é a união dos trabalhadores da economia solidária, no compromisso de construírem coletivamente, de forma muito unida, o movimento em sí. O segundo compromisso, ao estendermos esse manto nas escadarias da câmara de vereadores de Campos, nós queremos o empenho do poder público em regulamentar a política pública de economia solidária”, reforçou Nilza Franco Portela.
O manto, com cerca de 10 metros de comprimento, foi confeccionado por mais de 100 trabalhadores de diversos segmentos do município. Ele foi costurado na Praça do Liceu, em Campos, região onde foram concentradas as comemorações pelo “Dia Nacional da Economia Solidária”.
O evento, organizado pelo Fórum Municipal da EcoSol, em parceria com a Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares da UENF (ITEP), também teve na programação uma Plenária, na Casa Villa Maria, e uma caminhada pela Praça do Liceu e ao redor da Câmara Municipal.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Tudo pronto para comemoração do Dia Nacional da Economia Solidária, em Campos(RJ).
As longas semanas de trabalho no atelier da UENF resultaram na confecção de uma das partes do manto da economia solidária. A colcha formada por retalhos simboliza o cooperativismo e associativismo. Ao todo, cem profissionais de diversas áreas e grupos, participaram da execução. O resultado final será exibido nesta segunda-feira (15/12), na Praça do Liceu, centro de Campos (RJ).
Na data, que marca o “Dia Nacional da Economia Solidária”, várias atividades serão desenvolvidas no município como panfletagem, debates e oficinas. O evento tem como objetivo informar a população sobre a importância da inclusão social, através da economia solidária. Este ano, o homenageado é Chico Mendes, seringueiro que se destacou pela luta a favor da preservação da Amazônia.
A coordenadora Técnica da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares da UENF (ITEP), Nilza Franco Portela, que também é representante do planejamento das atividades, fez o convite.
“Convidamos a todos os empreendimentos, agricultores familiares, assentados, quilombolas, artesãos, redes, cooperativas, associações, gestores públicos, Universidades de apoio ligadas a economia solidária e a todos que tiverem interesse para participarem deste grande momento”, destacou.
Programação completa:
• 13 horas - Plenária do Fórum (Casa Villa Maria);
• 16 horas - União das partes do Manto na Praça do Liceu (espaço aberto);
• 16h30min - Caminhada pela Praça e ao redor da Câmara Municipal;
• 17 horas - Encontro na Câmara de Vereadores com o Presidente Ver. Edson Batista e Vereadora Auxiliadora (autora do texto da ES na LOM);
• 18 Horas - Encerramento: Cobertura das escadarias da Câmara com o Manto ECOSOL.
Sobre a economia solidária: é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem. Compreende-se por economia solidária, o conjunto de atividades econômicas de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito, organizados sob a forma de autogestão.
Por Cléber Rodrigues - jornalista
“Convidamos a todos os empreendimentos, agricultores familiares, assentados, quilombolas, artesãos, redes, cooperativas, associações, gestores públicos, Universidades de apoio ligadas a economia solidária e a todos que tiverem interesse para participarem deste grande momento”, destacou.
Programação completa:
• 13 horas - Plenária do Fórum (Casa Villa Maria);
• 16 horas - União das partes do Manto na Praça do Liceu (espaço aberto);
• 16h30min - Caminhada pela Praça e ao redor da Câmara Municipal;
• 17 horas - Encontro na Câmara de Vereadores com o Presidente Ver. Edson Batista e Vereadora Auxiliadora (autora do texto da ES na LOM);
• 18 Horas - Encerramento: Cobertura das escadarias da Câmara com o Manto ECOSOL.
Sobre a economia solidária: é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem. Compreende-se por economia solidária, o conjunto de atividades econômicas de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito, organizados sob a forma de autogestão.
Por Cléber Rodrigues - jornalista
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Economia solidária: Campos (RJ) têm representantes em audiência pública na Alerj.
Nesta quarta-feira (10/12), a coordenadora Técnica da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares da Uenf (Itep), Nilza Franco Portela, e as integrantes do Fórum de Economia Solidária de Campos, Irecy Damasceno e Sueli Silva, participaram de uma audiência pública no Rio de Janeiro.
A Frente Parlamentar em Defesa da Economia Solidária da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), presidida pela deputada Inês Pandeló (PT), traçou novos rumos para a ECOSOL e apresentou o balanço das conquistas para o setor nos últimos quatro anos.
Entre os principais avanços obtidos pelo colegiado estão a criação do Conselho Estadual de Economia Solidária (CEES) e a transformação da Secretaria de Estado e Renda em Secretaria de Estado de Trabalho, Renda e Economia Solidária.
De acordo com o coordenador da Secretaria-Executiva do Fórum Estadual de Economia Solidária, Antônio Oscar, aumentaram as ações políticas articuladas entre os 21 conselhos municipais de Economia Solidária ativos no Estado. “Precisamos saber como podemos estabelecer melhores relações com as instituições para que a Economia Solidária possa, de fato, ser ainda mais reconhecida”, acrescentou.
A coordenadora da Itep UENF destacou a importância do encontro.
“A frente parlamentar tem sido decisiva para os avanços da política pública estadual. A deputada Inês Pandeló fez um trabalho fantástico e o movimento agradece este apoio. A frente parlamentar está negociando orçamento para o ano 2015”, disse Nilza Franco Portela.
Além da presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Economia Solidária, Inês Pandeló, também estiveram presentes na audiência o deputado Carlos Minc (PT), o deputado eleito Waldeck Carneiro (PT) e o superintendente de Ocupação, Renda e Crédito da Secretaria, Ricardo Alves de Oliveira.
Por Cléber Rodrigues - jornalista c/ Gabriel Deslandes
Fotos: Rafael Wallace e divulgação(Alerj).
A Frente Parlamentar em Defesa da Economia Solidária da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), presidida pela deputada Inês Pandeló (PT), traçou novos rumos para a ECOSOL e apresentou o balanço das conquistas para o setor nos últimos quatro anos.
Entre os principais avanços obtidos pelo colegiado estão a criação do Conselho Estadual de Economia Solidária (CEES) e a transformação da Secretaria de Estado e Renda em Secretaria de Estado de Trabalho, Renda e Economia Solidária.
De acordo com o coordenador da Secretaria-Executiva do Fórum Estadual de Economia Solidária, Antônio Oscar, aumentaram as ações políticas articuladas entre os 21 conselhos municipais de Economia Solidária ativos no Estado. “Precisamos saber como podemos estabelecer melhores relações com as instituições para que a Economia Solidária possa, de fato, ser ainda mais reconhecida”, acrescentou.
A coordenadora da Itep UENF destacou a importância do encontro.
“A frente parlamentar tem sido decisiva para os avanços da política pública estadual. A deputada Inês Pandeló fez um trabalho fantástico e o movimento agradece este apoio. A frente parlamentar está negociando orçamento para o ano 2015”, disse Nilza Franco Portela.
Além da presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Economia Solidária, Inês Pandeló, também estiveram presentes na audiência o deputado Carlos Minc (PT), o deputado eleito Waldeck Carneiro (PT) e o superintendente de Ocupação, Renda e Crédito da Secretaria, Ricardo Alves de Oliveira.
Por Cléber Rodrigues - jornalista c/ Gabriel Deslandes
Fotos: Rafael Wallace e divulgação(Alerj).
Assinar:
Postagens (Atom)

