segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Mais três cidades recebem visita técnica da ITEP.

Dando seguimento ao roteiro de visita, a assessoria da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares esteve presente em mais três municípios do interior do Estado. No Noroeste fluminense, as cidades que receberam a comissão, que também contou com a representante do Fórum de Economia Solidária, Irecy Damasceno, foram Laje do Muriaé e Aperibé.

Em Aperibé, além de ouvir dos moradores ideias sobre divulgação da Economia Solidária no município, os representantes da ITEP também conversaram com autoridades do poder executivo sobre políticas que promovam a ECOSOL.

A comitiva também conheceu o importante trabalho que é desenvolvido por profissionais, que atuam na “Casa do Artesão”.

Sediada onde antes funcionava um banheiro público, a Casa do Artesão é mantida por um grupo de oito artesãs aperibenses que se dedicam especialmente ao patchwork. A tradição do artesanato em tecido é atestada pelo Encontro de Patchwork realizado há quatro anos na Casa da Cultura, sempre no mês de novembro. Uma das integrantes do coletivo de artesãs é Maria Bragança, esposa de Luiz Carlos Boechat Bragança, membro da tradicional família da cidade.

O roteiro do dia 18/11/2015 foi concluído com uma produtiva reunião entre a assessoria técnica da ITEP e representantes da prefeitura de Laje do Muriaé.
A cidade é importante no cenário cultural. Recentemente, sediou reunião do Fórum de Gestores de Cultura do Noroeste, com a participação da representante da Secretaria de Estado de Cultura, Clarissa Semensato, da Coordenação de Políticas Culturais.

A semana de visita técnica encerrou no município de Quissamã, no Norte do Estado. Dezenas de artesãos, produtores e autoridades participaram do encontro, realizado no Parque de Exposições da cidade.

Objetivo da visita aos municípios fluminenses:
“A ideia é implementar políticas que promovam a Economia Solidária no interior do Estado. Entre os objetivos, a ampliação da Rede de Economia Solidária Norte Fluminense; a promoção de empreendimentos econômicos solidários através da articulação, além da criação de espaços de comercialização permanentes para os produtos da economia solidária”, disse Nilza Franco Portela, coordenadora técnica da ITEP/UENF.



Texto: Cléber Rodrigues
Fotos: Alício Gomes e Luiz Eduardo Neto


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Assessoria técnica da ITEP visita municípios do norte e noroeste do Estado do RJ.


Uma equipe de assessores da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares está fazendo uma espécie de “caravana” em municípios do Norte e Noroeste do Estado do Rio.

As primeiras visitas começaram a ser feitas em novembro (2015) e contemplaram as cidades de Santo Antônio de Pádua, São Fidélis, Itaocara e Italva.

A ideia é implementar políticas que promovam a Economia Solidária no interior do Estado. Entre os objetivos, a ampliação da Rede de Economia Solidária Norte Fluminense; a promoção de empreendimentos econômicos solidários através da articulação, além da criação de espaços de comercialização permanentes para os produtos da economia solidária.

“Nós estamos cumprindo uma agenda do projeto “Rede Economia Solidária Norte Fluminense”. O objetivo, nesse primeiro momento, é contribuir para a formação de gestores e trabalhadores da economia solidária, preparando um processo de legalização por meio de projetos de lei, que constituam programas municipais. Iniciamos uma conversa que tem tudo para produzir bons frutos. Torcemos pelo mesmo resultado que já obtivemos em Campos, fortalecendo cada vez mais o movimento de economia solidária, através do Fórum da EcoSol. Esse é o nosso trabalho. É isso que a gente acha muito importante agora”,  destacou Nilza Franco Portela, coordenadora técnica da ITEP/UENF.
 
Até janeiro de 2016 dezenas de cidades receberão a visita dos assessores técnicos da ITEP/UENF.

Em Campos (RJ), esse mesmo trabalho já resultou na inclusão da regulamentação de política de economia solidária na lei orgânica municipal em 2015. O sucesso veio por intermédio do poder legislativo, através da vereadora Auxiliadora Freitas.

O artigo proposto pela ITEP e aceito, dispõe sobre a Política Municipal de Economia Solidária e Cidadã e a criação de diversos organismos pelo Poder Executivo.

"DIA DE CAMPO" EM ASSENTAMENTO DE RIO PRETO, EM CAMPOS (RJ).


“Um dia de muito aprendizado e troca de experiência”, a frase do técnico Antônio Augusto Carvas Sant´Anna define, em poucas palavras, a visita realizada na sexta-feira (13/11) ao assentamento de Rio Preto, em Campos dos Goytacazes (RJ).
 
“Nós percebemos, por exemplo, que os assentados tinham resistência ao plantio de eucalipto. Levamos cerca de cem mudas de plantas, entre elas, uma da “família” eucalipto, e desmistificamos tudo o que estava relacionado ao plantio dessa espécie. Uma das principais dúvidas que os produtores tinham era se o eucalipto seca a o lençol freático. Mostramos que isso não passa de um mito”, disse Antônio, que é assessor técnico da ITEP.

No “dia de campo”, como a visita foi chamada, os cerca de 10 assentados também conheceram um pouco mais sobre o sistema Silvipastoril (SSP), uma técnica muito utilizada de combinação de árvore, pastagem e animais numa mesma área, ao mesmo tempo e manejadas de forma integrada. A junção desses fatores pode incrementar a produtividade por unidade de área. Trata-se de um importante benefício econômico e ambiental para a produção rural.

Em tempos de seca, outro tema que foi abordado na prática com os produtores foi a proteção das nascentes. 
 
“Algumas pessoas desconheciam sobre técnicas de preservação de córregos e nascentes. Demos dicas importantes, como, por exemplo, o plantio de espécies nativas às margens de locais com água, evitando assim, um assoreamento”. Concluiu Antônio.

Os assentados de Campos também receberam orientações a respeito do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que consiste no levantamento de informações georreferenciadas do imóvel, com delimitação das áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL) e remanescentes de vegetação. Uma ferramenta obrigatória estipulada pelo governo federal para auxiliar no planejamento da propriedade na recuperação de áreas degradadas e na conservação dos demais recursos naturais.
 
Ao fim dos conhecimentos práticos e teóricos, um lanche em forma de confraternização marcou o do dia de campo, que faz parte do Projeto de Incubação de Territórios, coordenado pela Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares (ITEP/UENF).

Além de Antônio, outros dois assessores técnicos da ITEP estiveram na visita.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

1º Encontro de arte ao ar livre na UENF acontece neste fim de semana.

Uma das obras de arte do campista Carlos Faria. 
Neste sábado (26), mais de 15 artistas plásticos de Campos (RJ) vão participar de uma grande oficina a céu aberto de pintura em telas, na Universidade Estadual do Norte Fluminense. O encontro, que será realizado das 8h às 13h, em frente à ADUENF, tem como proposta integrar os artistas plásticos e sensibilizar as pessoas sobre a importância dessa cultura para a sociedade. 

O cadastro gratuito dos interessados vai acontecer no dia da oficina.  Não é obrigatório ser profissional. Durante as cinco horas de evento, algumas telas prontas ficarão expostas ao público, que poderá comprar os quadros.

O artista Carlos Faria e sua aluna, Prof.ªAna Lúcia Diegues.
A ideia do encontro foi do campista e autodidata Carlos Faria, autor de mais de 300 obras de arte, em 22 anos de profissão.

“Já era um projeto antigo, mas saiu do papel em 2015. Sempre participei de eventos em que presenciei o talento e a vontade que as pessoas têm em divulgar seus trabalhos. Um dia, em conversa com a minha aluna e professora da UENF, Ana Lúcia Diegues, comentei sobre esse desejo. Ela prontamente abraçou a causa e articulou a oficina junto à Reitoria da Universidade”, disse Carlos. 

A aluna Ana Lúcia, a qual se refere o professor de artes, é um exemplo de que a pintura pode ser um importante aliado no tratamento de saúde.  A professora licenciada da UENF enfrentou dois AVCs em menos de seis meses. Sem o movimento de um dos braços e com a fala prejudicada ela buscou a recuperação na arte.

A riqueza dos detalhes na tela de Carlos Faria.
“O último AVC foi em março do ano passado. Tive que reaprender a falar, movimentar o braço esquerdo. Há dois meses, comecei a conhecer técnicas de pintura e, além de me apaixonar pela arte, impulsionei minha recuperação”, comemora Ana Lúcia Diegues, professora de engenharia de materiais.

Aos que preferirem apenas assistir ao trabalho dos artistas, poderão participar, doando um quilo alimento não perecível. Tudo que for arrecadado será revertido a uma instituição de caridade de Campos (RJ). O evento é apoiado pela Incubadora Tecnológica de empreendimentos populares (ITEP/UENF).

Curiosidades sobre o termo ”pintura ao ar livre”:

O termo faz referência à pintura feita ao ar livre, que se populariza no século XIX com o desenvolvimento de novos equipamentos, como a bisnaga descartável para a embalagem de tinta, criada em 1841 e logo produzida comercialmente. A disponibilidade de tintas prontas encoraja os artistas a experimentarem novos tons e a saírem dos ateliês. Prática comum na segunda metade do século XIX, associada diretamente ao impressionismo - e aos nomes de Claude Monet, Pierre Auguste Renoir, Alfred Sisley, Frédéric Bazille, Camille Pissarro, Paul Cézanne, Edgar Degas, Berthe Morisot e Armand Guillaumin.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Agricultores de Campos (RJ) conhecem técnicas para aumentar a produção.

Podemos escolher o que plantar, mas somos obrigados a colher o que semeamos”.

Na “lavoura” do provérbio chinês, produtores do assentamento Josué de Castro, em Campos (RJ), estão colhendo frutos semeados durante anos de luta em prol da subsistência da agricultura familiar.

Através de pequenos gestos, eles estão retomando cuidados que podem melhorar a produção na lavoura. Da poda de árvores ao manejo correto dos inseticidas. Tudo é acompanhado de perto por uma equipe de assessoria da ITEP/UENF. As visitas a campo, que são realizadas periodicamente por profissionais especializados no assunto, objetivam a efetividade do trabalho desenvolvido pelos assentados.

Em setembro, cerca de 40 produtores receberam um curso, que durou cerca de 3 horas. Eles foram orientados por Kássia Guarnier (agronomia) e Antônio Augusto Santana (zootecnia), ambos da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares (ITEP), da UENF. Os profissionais deram dicas, por exemplo, sobre como deve ser feita a poda de árvores frutíferas. Explicaram que, levando em consideração a espessura dos galhos, a colheita pode ser farta.

Outra técnica, que pode diminuir o custo de produção, está relacionada ao uso eficiente de inseticidas. Portanto, para realizar o controle adequado dessas pragas, nada melhor que a informação. E ela foi repassada aos representantes do Assentamento Josué de Castro. 

“Essas visitas aos assentamentos de Campos integram o projeto “incubação de território”. A ideia é estimular os agricultores, através de pequenas ações, a incrementarem as atividades no campo com ferramentas simples. Acredito que, por intermédio de processos de baixo custo, os produtores estejam cada vez mais inseridos na política da economia solidária”, destacou Nilza Franco Portela, coordenadora da ITEP/UENF.

FOTOS: Antônio Augusto Santana