sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Candidatos à prefeitura de Campos (RJ) recebem carta-compromisso do Fórum de Economia Solidária.

Candidato Geraldo Pudim, do PMDB.
Na semana das eleições municipais para a prefeitura de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, o Fórum de Economia Solidária cumpriu a agenda de entrega das cartas de compromissos com o movimento ECOSOL. O documento também cita causas importantes ligadas à sustentabilidade, especialmente as que priorizam a reciclagem de materiais. 

Candidato Rogério Matoso, do PPL.
Em relação as causas sustentáveis, a carta cita compromissos como o fortalecimento das cadeias produtivas da reciclagem, a desoneração fiscal e tributária para os integrantes da reciclagem, apoio de projetos e pesquisas que contribuam para o aprimoramento da coleta seletiva, a reciclagem priorizando o "lixo zero", entre outros compromissos.


Candidato Rafael Diniz, do PPS.
Candidato Dr. Chicão, do PR.
Já as questões relacionadas a economia solidária, tiveram, como alguns dos compromissos, a reestruturação da secretaria de desenvolvimento econômico, com a criação de um departamento voltado para a economia solidária, instalação imediata do conselho municipal de economia solidária, a criação de um fundo de ECOSOL, entre outros.


Candidato Caio Vianna, do PDT. 
Os encontros com os seis candidatos à prefeitura de Campos foram promovidos com o apoio do Movimento Nacional de Economia Solidária e do Fórum Municipal de Ecosol, que teve como representantes Nilza Franco Portela e Simone Gonçalves. 

Candidato Nildo Cardoso, do DEM.
"Essa carta-compromisso simboliza a síntese de uma sociedade justa, sustentável e solidária", disse Nilza Franco.

Alguns candidatos leram o documento e assinaram em seguida, outros se comprometeram a estudar a carta e enviar a assinatura para a sede do Fórum de Economia Solidária, em Campos.

As cartas ainda estão disponíveis para candidatos à vereador e podem ser acessadas aqui.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Evento capacita trabalhadores da Economia Solidária de Campos (RJ)


No auditório do Centro de Convenções, trabalhadores de diversos segmentos da Economia Solidária de Campos conheceram o passo-a-passo da lei que, em 2016, deu voz aos anseios do movimento: a lei nº 8717/2016, que regulamentou as políticas para a Ecosol.


O curso de capacitação foi ministrado pela assessora técnica do Fórum de Economia Solidária, Nilza Franco Portela, considerada pelos trabalhadores um símbolo da luta pela inclusão da Ecosol na Lei Orgânica Municipal (LOM).

A lei 8717/2016 transformou a economia solidária em política pública obrigatória e de responsabilidade dos futuros prefeitos de Campos. Mais de 22 mil trabalhadores serão beneficiados com direito a proteção no orçamento e reserva de financiamento púbico para o desenvolvimento de suas atividades econômicas.

Além de apresentar aos trabalhadores os artigos da lei, a capacitação também serviu de inspiração para quem acredita que economia solidária pode mudar transformar a vida de muitas pessoas. Essa missão ficou por conta do palestrante convidado, Wilson Heidenfelder, presidente licenciado do convention bureau de Campos.

O evento foi desenvolvido pelo projeto Rede de Economia Solidária do Norte e Noroeste Fluminense, coordenado pelo professor da UENF Gustavo Xavier e que tem o apoio da ITEP/UENF.




terça-feira, 13 de setembro de 2016

Cartas Compromisso

O Movimento Nacional de Economia Solidária e o Fórum Municipal de Economia Solidária convidam todos os candidatos a vereadores e prefeitos de Campos (RJ), a firmarem um compromisso com as causas propostas em duas cartas, que simbolizam a síntese de uma sociedade justa, sustentável e solidária.

Desta forma, solicitamos aos candidatos que leiam, assinem e enviem digitalizado para o e-mail e o endereço a seguir:

Fórum de Economia Solidária de Campos dos Goytacazes – Aos cuidados de Simone Gonçalves.

Rua Pastor João Barreto, nº 84, Parque Corrientes, Campos, RJ. CEP: 28055020

  • No endereço, o (a) candidato (a) precisa enviar o documento original assinado.

  • No e-mail, o (a) candidato (a) precisa enviar o documento assinado e digitalizado.


Downloads:





segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Integrantes da Economia Solidária de Campos participam de oficina de chuvisco.


O doce mais popular de Campos (RJ) tá na boca do povo. Difícil mesmo é achar um campista que nunca tenha ouvido falar ou que não tenha experimentado a iguaria. Apesar da fama, muitos desconhecem a “fórmula” do doce. Até mesmo quem trabalha com culinária como, por exemplo, algumas produtoras que integram o movimento de Economia Solidária de Campos (ECOSOL).

Simone Gonçalves preparando o chuvisco.
Nesta segunda-feira (05/09), um grupo de mulheres da Ecosol começou a aprender o passo a passo do preparo do chuvisco. A oficina é ministrada pela doceira Simone Gonçalves, secretária executiva do Fórum de Economia Solidária de Campos. A empreendedora solidária abriu a cozinha de casa, no bairro Pecuária, para ensinar o bê-a-ba do doce campista. A oficina vai acontecer também nas próximas três semanas, sempre com grupos diferentes.



A inciativa tem o apoio do Proext/MEC, que é coordenado pelo professor da UENF Gustavo Xavier. O projeto, financiado pelo governo federal, tem colaborado para o fomento da economia solidária, em Campos.

Chuvisco, um patrimônio imaterial de Campos:

Chuvisco é feito à base de gema de ovo e sua origem é portuguesa. A iguaria é considerada pelos moradores uma espécie de patrimônio imaterial. O doce é fabrico em Campos há mais de 150 anos. Ele é típico e preparado sempre do mesmo feitio e tamanho. Resistiu à sofisticação dos tempos modernos e isso ilustra o valor folclórico e até mesmo cultural. O chuvisco é comercializado em supermercados locais, no mercado municipal, em lojas nas duas rodoviárias e no aeroporto. Além de pequenas produções caseiras, o chuvisco também é feito em grande quantidade por fábricas, sendo a maior de Campos a Nolasco, que exporta o produto para diversos países.

Reportagem: Cléber Rodrigues.


terça-feira, 9 de agosto de 2016

Economia Solidária de Campos é regulamentada pela câmara de vereadores.

Nesta terça-feira (09), a câmara de vereadores de Campos aprovou por unanimidade a lei que regulamenta políticas para a economia solidária municipal. A votação do projeto na Câmara foi acompanhada pela coordenação do Fórum de Economia Solidária de Campos dos Goytacazes, que conta com 16 membros e mais de 300 trabalhadores aderidos ao movimento.

Vereadora Auxiliadora de Freitas apresenta o projeto aos parlamentares.
O projeto se dá em sequência ao trabalho que a parlamentar Auxiliadora de Freitas iniciou juntamente com o Fórum da Economia Solidária desde a reforma da Lei Orgânica. Foi por iniciativa de Auxiliadora, que a economia solidária foi incluída na ordem econômica e social de Campos dos Goytacazes, no capítulo da Lei Orgânica que passou a prever a política municipal de economia cidadã e também sua perspectiva emergente no mundo do trabalho na educação de jovens e adultos.

O projeto ainda precisa ser sancionado prefeita Rosinha Garotinho. O prazo para manifestação da prefeita é de 15 dias. Entrando em vigor, a Lei deverá beneficiar cerca de 22 mil trabalhadores em Campos, dentre as seguintes categorias: agricultura familiar, pesca artesanal, cooperativas, artesanato, costureiras, doceiras, salgadeiras, quilombolas, artistas populares, e outros.

Movimento de Economia Solidária de Campos e a Vereadora Auxiliadora.
 – Neste tempo de crise econômica, é de fundamental importância apresentarmos alternativas de modelo que valorizam a produção. Precisamos mudar conceitos. Acreditar mais na cooperação do que na competição. Incentivar a diversificação e constatar que é possível valorizar o que é seu sem depreciar o que é do outro. Apostar na partilha de conhecimentos e de ideias como algo em benefício coletivo em prol do sistema econômico e não em um bem cujo valor agregado é a necessidade da procura maior do que a oferta – disse Auxiliadora Freitas.

Para o Fórum de Economia Solidária de Campos, a regulamentação da lei foi mais um importante passo rumo a execução de políticas voltadas para a fomentação da ECOSOL. A luta para a inclusão do tema na lei orgânica municipal teve um capítulo importante em dezembro de 2014, no Dia Nacional da Economia Solidária, quando integrantes de movimentos diversos entregaram à Vereadora Auxiliadora de Freitas uma minuta com assuntos que deveriam constar na regulamentação. E para contentamento geral, todos os itens foram aceitos no Projeto de Lei elaborado pela parlamentar.