sexta-feira, 14 de julho de 2017

Projeto de filme de Ugo Giorgetti sobre Paul Singer atinge meta em site de financiamento coletivo


O projeto de crowdfunding (financiamento coletivo) do filme “PaulSinger – Uma História do Brasil”, que será dirigido pelo renomado cineasta Ugo Giorgetti, atingiu a meta estabelecida para ser realizado. O projeto, que teve o apoio dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Dilma Roussef, chegou à quantia de R$ 160.724, com a contribuição de 1017 pessoas,

No site Catarse, o projeto explica o personagem e o filme: “Paul Singer é provavelmente um dos intelectuais vivos mais conhecidos no Brasil. Seu legado encontra base em obras públicas sobre desenvolvimento, demografia e economia, mas principalmente na formação de gerações de economistas e cientistas sociais espalhados pelo pais.

Sua última frente de militância, a economia solidária, ainda apresenta uma novidade a mais: tem sido a agenda de grande parte dos novos movimentos políticos no mundo todo, principalmente quando se fala em juventude – motivo pelo qual ele tem sido convocado a participar de debates pelo planeta, incluindo países como o Butão até a ONU.

No momento atual em que o sistema político-partidário dá novos sinais de esgotamento e a juventude começa a manifestar incomodo com a limitação do horizonte utópico, esse intelectual que passou por tantas contradições e desafios segue como exemplo. E por um único motivo: por manter sua capacidade de sonhar.

O conhecido diretor Ugo Giorgetti assumiu o projeto de registrar essa forma de pensar autônoma e livre. Sempre democrática, tomando o diálogo como ponto de síntese entre múltiplas ideias. Nos detalhes, uma postura humana que se insere na história e, mesmo sem querer, se apresenta como exemplo. O resultado é uma trajetória de um personagem que nos leva a refletir sobre o presente, o passado e o futuro do Brasil e do mundo. O filme é também, inevitavelmente, um retrato intelectual da própria cidade de S.Paulo em anos particularmente conturbados.”

terça-feira, 4 de julho de 2017

Reunião na Emater busca mobilização para audiência pública da Ecosol


Nesta segunda-feira (3), foi realizada na sede da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural no Estado do Rio de Janeiro (Emater-RJ), uma reunião para mobilização para a Audiência Pública sobre Economia Solidária, organizada pelo Fórum Municipal de Economia Solidária de Campos, em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) e que será realizada no dia 7 de agosto, às 14 horas, na Câmara de Vereadores de Campos. A reunião contou com a presença de representantes do Fórum Municipal de Economia Solidária de Campos, Emater, Comissão Pastoral da Terra ES/RJ, Assentamento Oziel Alves (Campos), Assentamento Zumbi V (São Francisco do Itabapoana) e Assentamento Paz na Terra (Cardoso Moreira).

 - A Economia Solidária é um modelo econômico diferenciado, um modo diferenciado de produzir e vender, uma solidariedade econômica, com uma moeda social e uma obrigação coletiva. Queremos superar o modelo capitalista, formar uma nova sociedade, construir outras bases, com auto-gestão, de trabalhador para trabalhador, uma cultura de plena solidariedade. Queremos que as pessoas possam optar. A Economia Solidária abraça 60% de todos os trabalhadores da cidade. Na Economia Solidária todos vão ter lugar. Todos nós devíamos ser associados, cooperados, no processo de divisão do trabalho. Temos de fazer alguma coisa juntos. É possível fazer pessoas com mais responsabilidade. Não tem emprego, mas tem trabalho. Todo mundo trabalhando a favor de uma coisa única. A Economia Solidária só vai acontecer quando todo mundo se sentir dentro dela – afirmou Nilza, assessora do Fórum Municipal de Economia Solidária de Campos.

Foto e texto: Wesley Machado

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Conselho Municipal de Economia Solidária vira realidade


Nesta quarta-feira (28) foi realizada no auditório da Secretaria Municipal de Governo de Campos dos Goytacazes-RJ, nos altos da Rodoviária Roberto Silveira, centro da cidade, a Plenária Mensal do Fórum de Economia Solidária de Campos. Na oportunidade, foi feito o preparativo das representações para a instalação do Conselho Municipal de Economia Solidária de Campos, previsto no Programa Municipal de Economia Solidária, instituído pela Lei 8.717/2016.


Segundo a assessora da ITEP, Nilza Franco, o Conselho Municipal de Economia Solidária de Campos foi a terceira vitória do Movimento de Economia Solidária no município. “A primeira vitória foi colocar a Economia Solidária em um capítulo da Lei Orgânica Municipal como política de estado e não de governo. A segunda vitória foi a instituição do Programa Municipal de Economia Solidária”, afirmou Nilza.


Foram indicados os representantes do poder público municipal no Conselho Municipal de Economia Solidária de Campos. A Prefeitura de Campos será representada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social, Superintendência de Trabalho e Renda, entre outros órgãos.


- O viés da Economia tem um peso importante para consolidar a Economia Solidária como alternativa ao modelo capitalista – disse o sub-secretário de Desenvolvimento Econômico, Mário Sérgio de Castro (de camisa quadriculada), que esteve presente à plenária.


Estiveram presentes ainda à plenária representações de diversos setores produtivos da Economia Solidária, como cooperativas, artesãos, agricultores, pescadores, doceiras e costureiras, entre outras esferas ocupacionais, que vão compor o conselho.

Reportagem: Wesley Machado

terça-feira, 27 de junho de 2017

Representações Sindicais de Servidores e Estudantes da UENF denunciam privatização da universidade e convocam para Greve Geral nesta sexta-feira

Servidores e Estudantes da UENF demonstram união para lutar pela universidade (Foto: Wesley Machado)

Nesta terça-feira (27), representações sindicais de Estudantes, Professores e Técnicos Administrativos da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) realizaram um ato de mobilização da comunidade acadêmica da UENF em frente à Reitoria da universidade. O ato teve o objetivo de protestar contra os três meses de salários atrasados e o não repasse de verbas para a universidade desde outubro de 2015. Com gritos de “Fora Pezão”, “A UENF Resiste” e “Não está normal”, os servidores e alunos marcaram posição em defesa da UENF e contra o Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Antes do ato, os organizadores realizaram na quadra do Centro de Ciências Humanas (CCH) a 2ª Plenária Comunitária com todos os segmentos de representação sindical, como o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj), Associação de Docentes da UENF (Aduenf), Diretório Central dos Estudantes da UENF (DCE-UENF) e Associação de Pós-Graduandos (APG).

O 2º vice-presidente da Aduenf, Marcos Pedlowski, disse que a ideia da plenária e da mobilização da comunidade é tirar uma série de ações comuns para avançar no enfrentamento do quadro que está aberto. “Queremos acabar com a apatia diante da falta total de verbas. Esperamos que a partir daqui tenhamos virado uma página e gerado uma energia positiva com uma resposta unificada”, afirmou Pedlowski, que é professor associado do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico (LEEA), do CCH, da UENF.

O dirigente sindical do Sintuperj, Cristiano Peixoto, comentou que tanto a plenária quanto à mobilização é uma tentativa de unificação dos servidores e alunos da UENF contra os ataques do governo à universidade. “A UENF é uma universidade extremamente importante em nível local, estadual, nacional e até mesmo internacional. É uma universidade que deu certo. E agora aparecem alguns políticos tentando desmontar a UENF. Já começou a privatização. A UENF já pode cobrar por um curso de pós-graduação latu sensu (especialização), por exemplo. Ouvimos de um secretário que a educação de nível superior não é competência do estado. Pode até ser legal, mas é lamentável. À medida que implantam uma universidade, têm de manter”, declarou Cristiano.

A dirigente sindical do Sintuperj, Maristela de Lima, quer uma explicação do governo do estado sobre porque as mesmas categorias estão ficando sem receber. “Não são todos os servidores que estão sem receber. Alguns órgãos, como da Secretaria de Fazenda, da Segurança, receberam o mês de junho. E nós da Ciência e Tecnologia ainda não recebemos abril na íntegra, maio, já vai vencer junho, sem contar o 13º salário de 2016, que ainda não recebemos. Qual o objetivo do governo com esses atrasos salarias que vêm acontecendo desde outubro de 2016?”, perguntou Maristela.

GREVE GERAL - A presidente da Aduenf, professora Luciane Soares, informou que a UENF, com seus segmentos de representação sindical, estará na sexta-feira (30) na 2ª Greve Geral, que será realizada, às 15 horas, no centro da cidade de Campos, com concentração na Praça São Salvador. “A UENF vai estar representada como esteve na greve anterior. Vamos ocupar com bandeiras, camisetas, etc. Nossa intenção é reforçar a necessidade de mobilização contra os ataques aos direitos dos trabalhadores, em especial dos servidores da UENF”, afirmou Luciane.

O presidente do DCE-UENF, Gilberto Gomes, citou a Lei da Terceirização como um prenúncio do que pode ser a privatização da UENF. “Os estudantes agora vão avançar numa perspectiva de radicalizar as lutas, ser mais incisivo nas mobilizações. Vamos rechaçar qualquer sensação de normalidade, embora uma parcela de estudantes mantenha a crença de que as coisas estão normais. Sexta-feira, às 15 horas, estaremos no ato da Greve Geral em Campos, no Calçadão. A expectativa é que, com bloqueio de vias e pontes, em nível nacional, superemos os 40 milhões de trabalhadores parados da greve de 28 de abril”, falou Gilberto, que é estudante do 5º período de Administração Pública na UENF.


Reportagem: Wesley Machado – Jornalista (Registro Profissional: 32.177/RJ)

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Plenária do Fórum Municipal de Economia Solidária de Campos nesta quarta-feira

O Fórum Municipal de Economia Solidária de Campos, por meio da ITEP, convida Trabalhadores, Assessorias Técnicas e Gestores, para a Plenária Mensal que será realizada nesta quarta-feira, dia 28 de Junho de 2017, às 13h30, nos Altos da Rodoviária Roberto Silveira, localizada na Avenida José Alves de Azevedo (Beira Valão), no Centro de Campos dos Goytacazes-RJ.

plenária de junho terá como pauta os seguintes itens: 1. Relatos; 2. Avanços do Movimento com a ALERJ/Poder Público e Câmara Municipal; 3. Recomposição das Vagas dos Gestores Públicos no Fórum; 4. Recomposição da Coordenação, Poder Público e Outros; 5. Apresentação de Gestores Públicos para a política de Economia Solidária; 6. Votação da Composição dos Grupos de Trabalho de Educação e Projetos; e 7. Assuntos Gerais.

- Estamos num importante momento de avanços. Foi confirmada a Audiência Pública da Economia Solidária dia 07 de agosto de 2017, informou a assessora da ITEP, Nilza Franco.