terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Carnaval - festa para os foliões e catadores de latinhas


A alegria do carnaval não é apenas de quem cai na folia. Com o aumento do consumo de bebidas nessa época, a intensificação das atividades dos catadores de latinhas de alumínio fazem crescer consideravelmente os recursos gerados pelo reaproveitamento das latinhas durante a festa.  O mês então é considerado pela maioria dos catadores como o período mais propício para ganhar um trocado a mais. Se para a maioria dos brasileiros o décimo terceiro salário vem em dezembro, para os catadores o bônus só surge após a folia.

Em algumas regiões do Brasil, principalmente onde o festejo é intenso, o governo  investe no trabalho desses catadores. Em Salvador, por exemplo, neste ano o orçamento nessa área será de R$ 750 mil. A ação beneficia 1.500 catadores durante os sete dias de Carnaval. Eles vão receber kits contendo camisa, calça, bota, luva e protetor auricular. Além disso, os catadores recebem água e refeições diárias nas centrais de apoio.

A categoria está sendo cada vez mais reconhecida pelo trabalho que faz, tanto que no Rio de Janeiro no ano passado, o bloco de carnaval "Na Lata" homenageou quem faz COISA BOA pelo carnaval, nesse caso os protagonistas da festa foram exatamente os catadores de latinhas, ambulantes e todos aqueles que trabalharam na festa.  

É importante destacar que o Brasil é o campeão mundial em reciclagem de latas de alumínio desde 2001. Em 2014, o país atingiu o índice de 98,4% de latas recicladas, segundo a ABAL - Assoc. Bras. do Alumínio e a ABRALATAS - Assoc. Bras. dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade. Além das latas, quase todos os produtos com o metal podem ser reciclados e, após o processo de reciclagem, têm a possibilidade de serem reutilizados em vários segmentos. 
Foto retirada da internet

Reportagem  - Juliana Maciel

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Dia Nacional de Economia Solidária

Durante o IV Festival de Economia Solidária de Campos dos Goytacazes, que está sendo realizado na Praça Salvador, aconteceu um ato público para lembrar e comemorar hoje, 15, o Dia Nacional da Economia Solidária. Tendo como princípios básicos, autogestão, democracia, solidariedade, cooperação, respeito á natureza, comércio justo e consumo solidário, o dia foi marcado ainda pelo Lançamento Oficial do Programa Microcrédito com Aval Solidário.


Estiveram presentes no evento, a vice-prefeita de Campos, Conceição de Maria, o presidente da FUNDECAM, Rodrigo Lira, subsecretário da CODEMCA, Fábio Morais, subsecretário de desenvolvimento econômico, Mário Sérgio, Simone Gonçalves, coordenadora do Fórum de Economia Solidária e ainda representantes da CATA-SOL, agronegócio, artesãs de Campos, entre outras.


 Com o objetivo de oferecer pequenos créditos à população excluída ao acesso financeiro, o programa Microcrédito com Aval Solidário será de grande importância aos cooperativados da região que visam aquecer seus pequenos empreendimentos com juros baixos.

Uma cidade onde por muitos anos se sustentou com a arrecadação dos royalties, e que hoje vive outro cenário, Rodrigo Lira, citou a economia solidária como uma excelente alternativa de rendimentos além dos proventos dessa arrecadação, haja vista que em Campos sua população é extremamente criativa e talentosa.

 

Foi pedido ainda aos representantes da prefeitura presentes, atenção especial aos produtos agroecológicos da região, já que vivemos num cenário de uso indiscriminado de agrotóxicos, que tanto prejudicam a saúde das pessoas.

Francisco de Assis (agroecologia)
Os seguimentos dos quilombolas e a pesca artesanal também foram lembrados por Nilza Franco, coordenadora da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares (ITEP), da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF).

Reportagem e fotos: Juliana Maciel

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Artesanato será opção de presente para esse natal no Festival de Economia Solidária em Campos

Com a aproximação das festas de fim de ano, os preços acessíveis e produtos artesanais para presentear parentes e amigos tornam-se atrativos para os consumidores. A população campista terá a oportunidade de ter acesso a esses produtos no IV Festival de Economia Solidária que irá acontecer nos dias 14, 15 e 16 de dezembro, na praça São Salvador. Os artesanatos são confeccionados pelas artesãs que compõem a Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares (Itep), que faz parte da Uenf.

De acordo com a coordenadora da ITEP, Nilza Franco, "Artesanato é uma excelente opção para presentear qualquer pessoa em qualquer ocasião ou celebração. Eles são extremamente originais, pois querendo ou não, uma peça nunca sai idêntica a outra, então você tem a garantia de um produto único e de qualidade. Os presentes artesanais, além disso, ajudam a promover a produção nacional e servem de renda para muitas comunidade e famílias brasileiras", disse.

Além do artesanato, o festival contará com apresentações culturais locais, oficinas, gastronomia afro-brasileira, música, fanfarras e poesias. Outro ponto alto do evento será a circulação da moeda sócio-ambiental “Motirõ”, que será trocada em óleo de vegetal usado e Alumínio (recicláveis).

O festival é promovido pelo Fórum de Economia Solidária de Campos, em parceria com a Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares (ITEP/PROEX/UENF), Prefeitura Municipal de Campos, ECOANZOL e CATA-SOL.



Matéria: Juliana Maciel

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Heroínas Negras


Tente lembrar se durante suas aulas do ensino fundamental e médio, você ouviu falar sobre mulheres negras na história do Brasil? Mulheres negras e suas lutas, desafios e perseverança, lembra?! Difícil, né?! 

Porém existem muitas que contribuíram para a história do nosso país, como Dandara dos Palmares, talvez um dos maiores nomes da luta negra contra a escravidão no Brasil; Carolina Maria de Jesus, escritora brasileira, uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil; Luíza Mahi, que após sua alforria, esteve engajada na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que sacudiram a Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX., entre outras. 

Na politica uma mulher negra também teve destaque na história do Brasil. Antonieta de Barros foi a primeira mulher deputada estadual negra do país. Filha de uma lavadeira e escrava liberta com um jardineiro, Antonieta nasceu 13 anos somente após o fim da escravidão no Brasil. 
Sua mãe, trabalhou como doméstica na casa do político Vidal Ramos, pai de Nereu Ramos. Por intermédio dos Ramos, Antonieta entrou na política e foi eleita para a Assembleia catarinense em 1934.

Antonieta de Barros (foto da internet)

Ainda hoje existem muitas Antonietas, Dandaras, Carolinas e outras negras guerreiras por esse mundo afora. Mulheres negras e fortes que enfrentam diariamente a luta do dia-a-dia. Mulheres que só por serem mulheres já sofrem preconceitos nessa sociedade machista e ainda sendo negras, a batalha é ainda maior. Violência, escolaridade abaixo da média, feminicídio, renda inferior as demais pessoas, entre outras questões são algumas das diferenças impostas pela sociedade ainda hoje as mulheres negras.

Que neste mês em que celebramos a consciência negra, possamos homenagear todos os nossos irmãos e irmãs negras . Que possamos lembrar do símbolo, Zumbi dos Palmares que  morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. E que acima de tudo, somos todos iguais e que todos merecem respeito!

Reportagem 
Juliana Maciel

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

MOTIRÕ - MOEDA SOCIOAMBIENTAL

No IV Festival de Economia Solidária de Campos dos Goytacazes, que irá acontecer nos dias 14,15 e 16 de dezembro, na Praça São Salvador, irá circular a moeda sócio-ambiental “Motirõ”, que será trocada em óleo de vegetal usado e Alumínio (recicláveis) como segunda moeda de comercialização no Festival. Esta ação objetiva incentivar a coleta de óleo vegetal em estabelecimentos comerciais, instituições públicas, escolas, condomínios e residências com o objetivo de preservação ambiental e de geração de renda para catadores, cooperativas e empresários. A eco-moeda social Motirõ será adquirida a partir de 2 litros de óleo usado por uma 1 unidade (equivalente a R$1,00) e latinhas (negociada por 50% do valor do kg no mercado). Esta será gerenciada pela Cooperativa de Catadores Solidários (CATA-SOL). Os bancos comunitários criaram mais de 80 moedas alternativas ao real, identificadas como moedas sociais. Elas são reconhecidas pelo Banco Central como complementares ao real e usadas para estimular a economia local das comunidades.