segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Heroínas Negras


Tente lembrar se durante suas aulas do ensino fundamental e médio, você ouviu falar sobre mulheres negras na história do Brasil? Mulheres negras e suas lutas, desafios e perseverança, lembra?! Difícil, né?! 

Porém existem muitas que contribuíram para a história do nosso país, como Dandara dos Palmares, talvez um dos maiores nomes da luta negra contra a escravidão no Brasil; Carolina Maria de Jesus, escritora brasileira, uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil; Luíza Mahi, que após sua alforria, esteve engajada na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que sacudiram a Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX., entre outras. 

Na politica uma mulher negra também teve destaque na história do Brasil. Antonieta de Barros foi a primeira mulher deputada estadual negra do país. Filha de uma lavadeira e escrava liberta com um jardineiro, Antonieta nasceu 13 anos somente após o fim da escravidão no Brasil. 
Sua mãe, trabalhou como doméstica na casa do político Vidal Ramos, pai de Nereu Ramos. Por intermédio dos Ramos, Antonieta entrou na política e foi eleita para a Assembleia catarinense em 1934.

Antonieta de Barros (foto da internet)

Ainda hoje existem muitas Antonietas, Dandaras, Carolinas e outras negras guerreiras por esse mundo afora. Mulheres negras e fortes que enfrentam diariamente a luta do dia-a-dia. Mulheres que só por serem mulheres já sofrem preconceitos nessa sociedade machista e ainda sendo negras, a batalha é ainda maior. Violência, escolaridade abaixo da média, feminicídio, renda inferior as demais pessoas, entre outras questões são algumas das diferenças impostas pela sociedade ainda hoje as mulheres negras.

Que neste mês em que celebramos a consciência negra, possamos homenagear todos os nossos irmãos e irmãs negras . Que possamos lembrar do símbolo, Zumbi dos Palmares que  morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. E que acima de tudo, somos todos iguais e que todos merecem respeito!

Reportagem 
Juliana Maciel

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

MOTIRÕ - MOEDA SOCIOAMBIENTAL

No IV Festival de Economia Solidária de Campos dos Goytacazes, que irá acontecer nos dias 14,15 e 16 de dezembro, na Praça São Salvador, irá circular a moeda sócio-ambiental “Motirõ”, que será trocada em óleo de vegetal usado e Alumínio (recicláveis) como segunda moeda de comercialização no Festival. Esta ação objetiva incentivar a coleta de óleo vegetal em estabelecimentos comerciais, instituições públicas, escolas, condomínios e residências com o objetivo de preservação ambiental e de geração de renda para catadores, cooperativas e empresários. A eco-moeda social Motirõ será adquirida a partir de 2 litros de óleo usado por uma 1 unidade (equivalente a R$1,00) e latinhas (negociada por 50% do valor do kg no mercado). Esta será gerenciada pela Cooperativa de Catadores Solidários (CATA-SOL). Os bancos comunitários criaram mais de 80 moedas alternativas ao real, identificadas como moedas sociais. Elas são reconhecidas pelo Banco Central como complementares ao real e usadas para estimular a economia local das comunidades.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

XIV Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2017

“Matemática está em tudo”, é o tema da XIV Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2017, que começou dia 24 e se estende até o dia 28 de outubro, no Centro de Convenções da UENF. Ainda incluso na programação está a IX Mostra de Extensão (IFF, UENF, UFF E IFRRJ). Realizado nacionalmente desde 2004, o evento é coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações e visa mobilizar a população em torno de temas e atividades de Ciência e Tecnologia.



Durante a mostra de extensão, estão acontecendo mesas redondas, palestras, apresentações culturais, minicursos, feira de ciências, apresentação de banners e orais de projetos e ações de extensão das instituições de ensino superior de Campos dos Goytacazes.

14 bolsistas da ITEP- Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares, vinculada à Pró-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários (PROEX) da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) e ECOANZOL, apresentaram no dia de ontem (25), durante o evento, através de banner seus projetos de extensão, voltado para a economia solidária.

Bolsistas da ITEP

“A Economia Solidária vai na contramão do modelo capitalista. Trata-se de uma alternativa para o trabalhador de estar fora dos meios produtivos, sem emprego. Há 8 anos o foco da incubadora é manter pessoas na autogestão e fazer com que esse ambiente de consumo diferenciado se destaque cada vez mais”, destacou a coordenadora da ITEP, Nilza Franco durante sua apresentação.

Outros assuntos levados em discussão durante as apresentações pelos bolsistas, foi a moeda social e cooperativismo além das atividades que a ITEP desenvolve, como Circuito Universitário, Feira Agroecológica, oficinas voltadas para os membros da rede, Circuito Natalino, entre outros.


Ainda durante todos os dias da XIV Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, 10 grupos de artesãs que fazem parte da rede da incubadora estão expondo seus produtos. 


Texto: Juliana Maciel

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

OFICINA DE FORMAÇÃO PARA COOPERADOS DA CATA-SOL




Atualmente, o lixo é problema mundial. Que tal juntar a necessidade de gerar renda e amenizar o problema do excesso de lixo no ambiente? Foi dessa necessidade que surgiu em Campos dos Goytacazes a CATA-SOL, com o objetivo de fazer a triagem de materiais recicláveis na cidade. 

A CATA-SOL já existe em Campos há dois anos e funciona da BR 356, no parque Aldeia e conta com 19 catadores cooperativados. Érica Borges, está a frente da CATA-SOL, como presidenta, desde a sua fundação. Ela destaca que a maior procura pelos compradores é de papel e papelão além do alumínio. Porém o material que mais dá lucro  é o plástico mineral (plástico transparente). 

Uns dos materiais recicláveis que poderiam está gerando renda aos catadores é o vidro. Ainda de acordo com Érica, lamentavelmente não existem compradores para esse material aqui na cidade. Além de não ser rentável. "Uma tonelada de vidros custa em média R$10. Além do valor ser muito baixo, a prefeitura não disponibiliza material adequado para manuseio do vidro. Até as luvas que usamos na CATA-SOL, são compradas com nosso próprio dinheiro."

A cooperativa recebe o apoio da prefeitura e da ITEP-UENF. E hoje (19), a ITEP proporcionou aos catadores da CATA-SOL, uma oficina de formação. Foi discutido o plano de cooperativismo, papel da cooperativa,  a preocupação com a comunidade, geração de renda entre os assuntos. 



Foi uma oportunidade para os catadores relatarem como é o seu dia-a-dia, como funciona todo o processo na CATA-SOL, além que aproveitarem as dicas e orientações dos bolsistas da ITEP-UENF, Ana Laura Lopes, Rafael Rangel e Yan Azevedo,  que planejaram a oficina, além da coordenação de Nilza Franco, que destacou na oficina que "gestão de cooperativa cada um tem que fazer uma coisa, é assim que funciona."



Fotos e reportagem
Juliana Maciel

terça-feira, 10 de outubro de 2017


Oficina de biojoias para artesãs de Campos

Com material absolutamente brasileiro, sustentável e potencializando o máximo a natureza, artesãs estão usando sementes, cascas e madeiras, de uma maneira não predatória em empreendimento de economia sustentável, as chamadas biojoias. Com esses produtos é possível  produzir acessórios como brincos, colares, pulseiras e chaveiros  para complementar a renda de muitas famílias.  


Aqui em Campos, as artesãs estão tendo a oportunidade de aprimorarem seus conhecimentos através de uma oficina, ministrada pela bolsista da ITEP/UENF, Rosânia Gabriel, sobre as biojoias. Semente de açaí, feijão branco, conta de santa Maria, olho de gato, fruta estrela, são algumas das sementes e folhas usadas durante as aulas que se estendem até a próxima semana, das 9h às 12h no atelier da UENF. Na oficina, o que vale é usar a criatividade.


Rosânia conta que é muito fácil achar variadas sementes aqui em Campos e até mesmo dentro do campus da UENF. "Quem trabalha com artesanato tem uma visão diferente do é lixo, das coisas que são descartadas. Muitas coisas podem ser reaproveitadas e transformadas. Basta usar a criatividade, acrescenta a artesã. 

Chaveiros produzidos durante a primeira aula da oficina

Foto e texto: Juliana Maciel