quinta-feira, 19 de outubro de 2017

OFICINA DE FORMAÇÃO PARA COOPERADOS DA CATA-SOL




Atualmente, o lixo é problema mundial. Que tal juntar a necessidade de gerar renda e amenizar o problema do excesso de lixo no ambiente? Foi dessa necessidade que surgiu em Campos dos Goytacazes a CATA-SOL, com o objetivo de fazer a triagem de materiais recicláveis na cidade. 

A CATA-SOL já existe em Campos há dois anos e funciona da BR 356, no parque Aldeia e conta com 19 catadores cooperativados. Érica Borges, está a frente da CATA-SOL, como presidenta, desde a sua fundação. Ela destaca que a maior procura pelos compradores é de papel e papelão além do alumínio. Porém o material que mais dá lucro  é o plástico mineral (plástico transparente). 

Uns dos materiais recicláveis que poderiam está gerando renda aos catadores é o vidro. Ainda de acordo com Érica, lamentavelmente não existem compradores para esse material aqui na cidade. Além de não ser rentável. "Uma tonelada de vidros custa em média R$10. Além do valor ser muito baixo, a prefeitura não disponibiliza material adequado para manuseio do vidro. Até as luvas que usamos na CATA-SOL, são compradas com nosso próprio dinheiro."

A cooperativa recebe o apoio da prefeitura e da ITEP-UENF. E hoje (19), a ITEP proporcionou aos catadores da CATA-SOL, uma oficina de formação. Foi discutido o plano de cooperativismo, papel da cooperativa,  a preocupação com a comunidade, geração de renda entre os assuntos. 



Foi uma oportunidade para os catadores relatarem como é o seu dia-a-dia, como funciona todo o processo na CATA-SOL, além que aproveitarem as dicas e orientações dos bolsistas da ITEP-UENF, Ana Laura Lopes, Rafael Rangel e Yan Azevedo,  que planejaram a oficina, além da coordenação de Nilza Franco, que destacou na oficina que "gestão de cooperativa cada um tem que fazer uma coisa, é assim que funciona."



Fotos e reportagem
Juliana Maciel

terça-feira, 10 de outubro de 2017


Oficina de biojoias para artesãs de Campos

Com material absolutamente brasileiro, sustentável e potencializando o máximo a natureza, artesãs estão usando sementes, cascas e madeiras, de uma maneira não predatória em empreendimento de economia sustentável, as chamadas biojoias. Com esses produtos é possível  produzir acessórios como brincos, colares, pulseiras e chaveiros  para complementar a renda de muitas famílias.  


Aqui em Campos, as artesãs estão tendo a oportunidade de aprimorarem seus conhecimentos através de uma oficina, ministrada pela bolsista da ITEP/UENF, Rosânia Gabriel, sobre as biojoias. Semente de açaí, feijão branco, conta de santa Maria, olho de gato, fruta estrela, são algumas das sementes e folhas usadas durante as aulas que se estendem até a próxima semana, das 9h às 12h no atelier da UENF. Na oficina, o que vale é usar a criatividade.


Rosânia conta que é muito fácil achar variadas sementes aqui em Campos e até mesmo dentro do campus da UENF. "Quem trabalha com artesanato tem uma visão diferente do é lixo, das coisas que são descartadas. Muitas coisas podem ser reaproveitadas e transformadas. Basta usar a criatividade, acrescenta a artesã. 

Chaveiros produzidos durante a primeira aula da oficina

Foto e texto: Juliana Maciel

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Reunião de preparação para o 4º Festival de Economia Solidária

Na manhã de hoje, 04, aconteceu a primeira reunião da coordenação do Fórum de Economia Solidária do Norte e Noroeste Fluminense para a organização do 4º Festival de Economia Solidária de Campos dos Goytacazes, previsto para acontecer em dezembro deste ano em data e local a ser confirmado posteriormente pela ITEP -  Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF).


Na reunião foram tratados assuntos como a infraestrutura do evento, grupos participantes, atividades e parcerias. São esperados o envolvimento de cerca  de 140 pessoas que fazem parte da rede do ITEP. Para participar do 4º Festival de Economia Solidária de Campos dos Goytacazes, será preciso se inscrever previamente, assunto este que foi discutido na reunião e será divulgado em breve.

O festival conta com três pontos altos: comércio justo e solidário, gastronomia e cultura local. Lembrando que a economia solidária movimenta a economia, é uma alternativa ao emprego e gera renda e empregos.

Texto e foto: Juliana Maciel

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Praça Segura: Uma oportunidade para a Economia Solidária e Cultura no município de Campos dos Goytacazes





 Da esquerda para a direita: Simone Gonçalves, Everaldo Reis, Diovani Silva e Nilza Franco


Na última semana, representantes do Fórum de Economia Solidária e da Superintendência de Turismo foram conhecer o Projeto Praça Segura. A intenção da iniciativa, de responsabilidade do Grupamento de Proteção Social da Guarda Civil Municipal na Praça da República, é promover a segurança da população neste espaço de convivência e em todo o entorno.

Com o objetivo de ampliar o projeto e discutir propostas que agreguem atividades de cultura e de economia solidária, representantes do Fórum de Economia Solidária de Campos se reuniram com o subcoordenador do programa, Diovani Silva e com o assessor do setor de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Everaldo Reis. 

Durante o encontro, Nilza Franco e Simone Gonçalves, assessora e secretária executiva do movimento, respectivamente, explicaram de que forma as iniciativas interligadas à economia solidária podem trazer contribuição significativa para o desenvolvimento local, inclusive se integrando ao Praça Segura. “Queremos colocar em prática todas as concepções da economia solidária e seus trabalhadores a reinventar a ocupação de espaços públicos baseados em valores e bem-estar à comunidade. Precisamos agir a partir de uma visão de sustentabilidade, participação de todos os segmentos sociais, inclusive com gestão compartilhada de boas inciativas como esta entre poder público, universidade, movimentos sociais e instituição da sociedade civil", reforçou Nilza.

Simone Gonçalves, secretária executiva do Fórum, tem feito um trabalho de identificação de espaços para a economia solidária e vê neste Projeto a possibilidade de expandir para todas as praças da cidade e distritos: "São milhares de trabalhadores de economia solidária espalhados pelo território e que poderiam criar novas espaços de cultura e praticas econômicas locais importantes".   

Segundo Everaldo Reis, uma parte já foi feita: a implementação da segurança na Praça da República. Agora, o próximo passo é a articulação interna entre as secretarias e a busca por parcerias, inclusive privadas. “A economia solidária entra neste processo como nossa grande aliada. Uma grande oportunidade para colocar o produto de Campos em evidência, seja o doce, o artesanato, e fazer o resgate de nossa cultura. E os trabalhadores, é claro, ganham muito, com mais um espaço para comercializar e aumentar renda”, explicou. Diovani Silva também defendeu a participação de vários segmentos e do Fórum no projeto Praça Segura: “A participação do Fórum de Economia Solidária é extremamente importante para que possamos colocar em prática esse projeto piloto na Praça da República e trazer inúmeros benefícios para a população. Afinal, nosso lema é reconquistar, revitalizar e ocupar o espaço, com iniciativas, de fato, agregadoras para o bem comum”.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Trabalhadores da Economia Solidária discutem microcrédito com aval solidário

Cerca de 80 trabalhadores envolvidos em empreendimentos de Economia Solidária de Campos puderam tirar dúvidas sobre o microcrédito com aval solidário, que está em construção no Fundecam (Fundo de Desenvolvimento do Município de Campos). Realizada pela ITEP/UENF (Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro), a reunião aconteceu na tarde desta quinta-feira (30), na própria universidade, e contou com a participação do superintendente do Fundecam, Rodrigo Lira.

De acordo com Rodrigo, a Economia Solidária é uma vertente de fundamental importância para o município. “Está em nossa lista de prioridades trabalhar com a Economia Solidária. Já está incluído no Plano Plurianual Participativo do município as metas para os próximos quatro anos e, a partir de 2018, já terá fomento específico e política articulada às demais economias (criativa, verde e do conhecimento) com foco no desenvolvimento local”, anunciou o superintendente. Rodrigo também explicou que a intenção do governo Rafael Diniz é fazer chegar financiamento adequado ao perfil dos empreendimentos populares: "O aval solidário deverá ser usado entre os tomadores dos empreendimentos diante de um projeto técnico definido. Outro aspecto é ligar este microcrédito ao apoio de novos espaços de comercialização. Valorizaremos a confiança e a solidariedade, que estão na essência do movimento”.

Nilza Franco, coordenadora da ITEP/UENF e assessora técnica do Fórum de Economia Solidária de Campos, ressaltou a importância do encontro para que os trabalhadores pudessem ouvir sobre o tema finanças solidárias, poder contribuir com sugestões relacionadas à economia que praticam e agregar aos empreendimentos solidários mais valores sociais e econômicos. “Estão depositadas no Fundecam muitas expectativas de fomento à economia solidária. Além de ser mais um órgão do poder público municipal, estabelece mesa de negociação com o movimento a exemplo do Desenvolvimento Econômicos”, afirmou. Durante a reunião, Nilza citou, ainda, de que maneira os bancos comunitários podem contribuir para uma sociedade mais próspera e com melhores condições para os trabalhadores, trazendo bons exemplos de municípios que se aderiram à proposta.

“O Banco Palmas foi o precursor dos bancos comunitários, começou em um bairro de Fortaleza e, desde então, possibilitou o surgimento de várias vertentes em todo o país, inclusive em Maricá, aqui no estado do Rio, que utiliza a moeda ‘mumbuca’. Precisamos levar ideias como essas adiante e possibilitar o desenvolvimento de uma política pública de Economia Solidária ainda mais eficaz em nossa cidade e região”, acrescentou Nilza.


No mesmo encontro, foram definidos vários circuitos e oficinas de formação para os integrantes dos  projetos de extensão executados pela ITEP/UENF junto aos trabalhadores.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Audiência Pública na Câmara de Vereadores de Campos debate Políticas Públicas para a Economia Solidária do Norte Fluminense









Na tarde desta segunda-feira (7), foi realizada no plenário da Câmara de Vereadores de Campos a audiência pública “Políticas Públicas para a Economia Solidária do Norte Fluminense: Desafios e Perpectivas”. A audiência foi realizada pelo Fórum de Economia Solidária de Campos, em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa da Economia Popular Solidária no Estado do Rio de Janeiro, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).

A coordenadora do Fórum de Economia Solidária de Campos, Nilza Franco, destacou como prioridade a instalação do Conselho Municipal de Economia Solidária. “Queremos uma política pública concreta. No dia 10 de agosto a Lei 8717/2016, que institui o Plano Municipal de Economia Solidária, completa 1 ano e ainda não foi implantada”, informou Nilza.

A audiência pública foi presidida e conduzida pelo deputado estadual Waldeck Carneiro, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Economia Popular Solidária no Estado do Rio de Janeiro, da ALERJ.

- O Fórum de Economia Solidária de Campos é um dos mais ativos do estado. É importante deflagar esse debate na região e estimular que as Câmaras Municipais tenham suas respectivas frentes – afirmou Waldeck.

O presidente da Câmara Municipal de Campos, vereador Marcus Welber, o Marcão, abriu a audiência. “A Economia Solidária é um tema importante, não só para Campos, bem como para toda região. Assumimos o compromisso de reunir com os vereadores para instituirmos a Frente Parlamentar Municipal de Economia Solidária”, garantiu Marcão.

O deputado estadual Bruno Dauarie, que é da região e integra a Frente Parlamentar em Defesa da Economia Popular Solidária no Estado do Rio de Janeiro, da ALERJ, também esteve presente.

A audiência teve ainda a participação de vereadores de Campos e representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, Governo do Estado, Prefeitura de Campos, Universidade Federal Fluminense (UFF),  Instituto Federal Fluminense (IFF), Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), Fórum Brasileiro de Economia Solidária, Fórum Estadual de Economia Solidária do Rio de Janeiro, Fórum Municipal de Economia Solidária de Campos, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), cooperativas de catadores de materiais reciclados, agricultores familiares, pescadores artesanais, artesãos e comunidades quilombolas.

Fotos e Texto: Wesley Machado

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Quissamã representa o Estado do Rio em prêmio nacional de Agricultura Familiar


O município de Quissamã é o único do Estado do Rio de Janeiro a participar da final do concurso “Boas Práticas de Agricultura Familiar para Alimentação Escolar”, aberto em março deste ano pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que acontecerá no dia 3 de outubro, durante o Seminário Internacional de Alimentação e Nutrição, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU). Em Quissamã, a Agricultura Familiar atende cerca de 4.500 crianças matriculadas nas 12 escolas e três creches.


Entre os 25 municípios finalistas para a última etapa, confirmados na segunda-feira (31), Quissamã concorre na categoria Intersetorialidade, onde destaca ações que valorizam o agricultor familiar e ampliam as ofertas de alimentos saudáveis. O Município foi um dos primeiros a implantar o Programa Nacional de Alimentação Escolar, em uma parceria das secretarias municipais de Educação; Agricultura, Meio Ambiente e Pesca e de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda.


A secretaria de Educação define o cardápio com os técnicos da Agricultura, que por sua vez fornece implementos para o preparo do solo, assistência técnica, além de mudas de hortaliças, frutas e etc. produzidas no Horto Municipal para os agricultores cultivarem em suas propriedades. Já a secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo auxilia na preparação das notas fiscais eletrônicas, emitidas pela Fazenda Municipal, para pagamento dos fornecedores, já que uma parcela dos agricultores é formada por microempreendedores individuais (MEI). Com parceria do Sebrae promove a capacitação e posteriormente a certificação dos produtos orgânicos. Outra ação intersetorial acontece através dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável e o de Alimentação Escolar, formados por agentes públicos e a sociedade civil. Outros setores municipais responsáveis pela formalização e segurança jurídica, como Controladoria, Procuradoria e Licitação também participam do programa.



ETAPA — O próximo passo do concurso será a apresentação de fotografias com relatos da experiência, selecionadas pela Comissão Julgadora, que deverão ser incluídas no Caderno de Boas Práticas. Os vencedores vão ser premiados ainda um certificado com selo.

— A maioria dos municípios participantes está localizada na Região Sul em pólos agrícolas. Há um nó em outros municípios, que tem dificuldades em trabalhar em rede. A Agricultura Familiar é uma relação particular, por ser também de moradia para o produtor que tem ganho com o desenvolvimento local — disse a nutricionista e responsável técnica pela alimentação escolar, da secretaria de Educação, Ana Paula Borba Scudieri.

*As informações são do site oficial da prefeitura de Quissamã
*Fotos: Adilson dos Santos

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Frente Parlamentar de Economia Solidária da ALERJ realiza Audiência Pública dia 7 de agosto na Câmara de Vereadores de Campos

A Frente Parlamentar em Defesa da Economia Popular Solidária, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em parceria com o Fórum de Economia Solidária de Campos, Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ITEP/UENF), Prefeitura de Campos e Câmara de Vereadores de Campos, realizam no dia 7 de agosto (segunda-feira), às 14h (início do credenciamento), na Câmara de Vereadores de Campos, a Audiência Pública "Políticas Públicas para a Economia Solidária no Norte Fluminense: Desafios e Perspectivas".

A Audiência Pública terá a participação de autoridades e trabalhadores da Economia Solidária de Campos e região, como agricultores familiares e agroecológicos, assentados, acampados, pescadores artesanais, cooperados das cooperativas de catadores de materiais reciclados, quilombolas, artesãos, doceiras, salgadeiras, confeiteiras, padeiros e outros trabalhadores.

A assessora do Fórum de Economia Solidária de Campos, Nilza Franco explicou que "o foco da Audiência Pública é debater políticas públicas de desenvolvimento regional de economia solidária, do Plano Estadual de Economia Solidária e o Banco Popular Campos Palma, com a moeda social Palma". Para os trabalhadores de Campos a articulação é para a implantação do Conselho Municipal previsto pela Lei 8.717/2016 que estabelece o Programa Municipal de Economia Solidária.

- Os segmentos organizados da economia solidária terão espaço para entrega de documento e manifestações. Estes deverão se inscrever diretamente pelos telefones: (22) 981176431 e (22) 998797085 - informou Nilza.

Ecosol - A economia solidária é praticada por milhões de trabalhadoras e trabalhadores de todos os extratos, incluindo a população mais excluída e vulnerável, organizados de forma coletiva gerindo seu próprio trabalho, lutando pela sua emancipação em milhares de empreendimentos econômicos solidários e garantindo, assim, a reprodução ampliada da vida nos setores populares. São iniciativas de projetos produtivos coletivos, cooperativas populares, cooperativas de coleta e reciclagem de materiais recicláveis, redes de produção, comercialização e consumo, instituições financeiras voltadas para empreendimentos populares solidários, empresas autogestionárias, cooperativas de agricultura familiar e agroecólogica, cooperativas, entre outras, que dinamizam as economias locais, garantem trabalho digno e renda às famílias envolvidas, além de promover a preservação ambiental.

Além disso, a economia solidária se expressa em organização e conscientização sobre o consumo responsável, fortalecendo relações entre campo e cidade, entre produtores e consumidores, e permitindo uma ação mais crítica e pró-ativa dos consumidores sobre qualidade de vida, de alimentação e interesse sobre os rumos do desenvolvimento relacionados à atividade econômica.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Fórum Municipal de Economia Solidária organiza audiência pública para dia 7 de agosto na Câmara de Vereadores de Campos em parceria com ALERJ


O Fórum de Economia Solidária de Campos, em parceria com a Frente Parlamentar de Economia Solidária, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Prefeitura de Campos, Câmara de Vereadores de Campos e Incubadora Tecnológica de Empreeendimentos Populares da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), realiza no dia 7 de agosto (segunda-feira), às 14 horas, na Câmara de Vereadores de Campos. a Audiência Pública da Economia Solidária.

A Audiência Pública terá a participação de autoridades e trabalhadores da Economia Solidária de Campos e região, como agricultores familiares e agroecológicos, assentados, acampados, pescadores artesanais, cooperados das cooperativas de catadores de materiais reciclados, quilombolas, artesãos, doceiras, salgadeiras, confeiteiras, padeiros e outros trabalhadores.

A assessora do Fórum de Economia Solidária de Campos, Nilza Franco explicou que "o foco da Audiência Pública é debater a política estabelecida no Programa Municipal de Economia Solidária, instituído pela Lei 8.717/2016; além do Plano Estadual de Economia Solidária e o Banco Popular Campos Palma, com a moeda social Palma".

- Qualquer segmento da Economia Solidária poderá entregar documentos reivindicatórios e se inscrever para falar. As inscrições para entrega de documentos reivindicatórios deverão ser feitas diretamente pelos telefones: (22) 981176431 e (22) 998797085 - informou Nilza.

Ecosol - A Economia Solidária é um movimento social, que luta pela mudança da sociedade, por uma forma diferente de desenvolvimento, que não seja baseado nas grandes empresas nem nos latifúndios com seus proprietários e acionistas, mas sim um desenvolvimento para as pessoas e construída pela população a partir dos valores da solidariedade, da democracia, da cooperação, da preservação ambiental e dos direitos humanos.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Audiência Pública da Economia Solidária dia 7 de agosto na Câmara de Vereadores de Campos

O Fórum de Economia Solidária de Campos convida os trabalhadores da Economia Solidária de Campos e região para a Audiência Pública da Economia Solidária, convocada pela Frente Parlamentar da Economia Solidária, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). 

A Audiência Pública da Economia Solidária será realizada no dia 7 de agosto (segunda-feira), às 14 horas, na Câmara de Vereadores de Campos.

Estão convidados agricultores familiares e agroecológicos, assentados, acampados, pescadores artesanais, cooperados das cooperativas de catadores de materiais reciclados, quilombolas, artesãos, doceiras, salgadeiras, confeiteiras, padeiros e outros trabalhadores sem patrão.

O foco da Audiência Pública é debater a política estabelecida no Programa Municipal de Economia Solidária, instituído pela Lei 8.717/2016; além do Plano Estadual de Economia Solidária e o Banco Popular Campos Palma, com a moeda social Palma.

Qualquer segmento da Economia Solidária poderá entregar documentos reivindicatórios e se inscrever para falar.

As inscrições para entrega de documentos reivindicatórios deverão ser feitas diretamente pelos telefones:

(22) 981176431 e (22) 998797085

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Projeto de filme de Ugo Giorgetti sobre Paul Singer atinge meta em site de financiamento coletivo


O projeto de crowdfunding (financiamento coletivo) do filme “PaulSinger – Uma História do Brasil”, que será dirigido pelo renomado cineasta Ugo Giorgetti, atingiu a meta estabelecida para ser realizado. O projeto, que teve o apoio dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Dilma Roussef, chegou à quantia de R$ 160.724, com a contribuição de 1017 pessoas,

No site Catarse, o projeto explica o personagem e o filme: “Paul Singer é provavelmente um dos intelectuais vivos mais conhecidos no Brasil. Seu legado encontra base em obras públicas sobre desenvolvimento, demografia e economia, mas principalmente na formação de gerações de economistas e cientistas sociais espalhados pelo pais.

Sua última frente de militância, a economia solidária, ainda apresenta uma novidade a mais: tem sido a agenda de grande parte dos novos movimentos políticos no mundo todo, principalmente quando se fala em juventude – motivo pelo qual ele tem sido convocado a participar de debates pelo planeta, incluindo países como o Butão até a ONU.

No momento atual em que o sistema político-partidário dá novos sinais de esgotamento e a juventude começa a manifestar incomodo com a limitação do horizonte utópico, esse intelectual que passou por tantas contradições e desafios segue como exemplo. E por um único motivo: por manter sua capacidade de sonhar.

O conhecido diretor Ugo Giorgetti assumiu o projeto de registrar essa forma de pensar autônoma e livre. Sempre democrática, tomando o diálogo como ponto de síntese entre múltiplas ideias. Nos detalhes, uma postura humana que se insere na história e, mesmo sem querer, se apresenta como exemplo. O resultado é uma trajetória de um personagem que nos leva a refletir sobre o presente, o passado e o futuro do Brasil e do mundo. O filme é também, inevitavelmente, um retrato intelectual da própria cidade de S.Paulo em anos particularmente conturbados.”

terça-feira, 4 de julho de 2017

Reunião na Emater busca mobilização para audiência pública da Ecosol


Nesta segunda-feira (3), foi realizada na sede da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural no Estado do Rio de Janeiro (Emater-RJ), uma reunião para mobilização para a Audiência Pública sobre Economia Solidária, organizada pelo Fórum Municipal de Economia Solidária de Campos, em parceria com a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) e que será realizada no dia 7 de agosto, às 14 horas, na Câmara de Vereadores de Campos. A reunião contou com a presença de representantes do Fórum Municipal de Economia Solidária de Campos, Emater, Comissão Pastoral da Terra ES/RJ, Assentamento Oziel Alves (Campos), Assentamento Zumbi V (São Francisco do Itabapoana) e Assentamento Paz na Terra (Cardoso Moreira).

 - A Economia Solidária é um modelo econômico diferenciado, um modo diferenciado de produzir e vender, uma solidariedade econômica, com uma moeda social e uma obrigação coletiva. Queremos superar o modelo capitalista, formar uma nova sociedade, construir outras bases, com auto-gestão, de trabalhador para trabalhador, uma cultura de plena solidariedade. Queremos que as pessoas possam optar. A Economia Solidária abraça 60% de todos os trabalhadores da cidade. Na Economia Solidária todos vão ter lugar. Todos nós devíamos ser associados, cooperados, no processo de divisão do trabalho. Temos de fazer alguma coisa juntos. É possível fazer pessoas com mais responsabilidade. Não tem emprego, mas tem trabalho. Todo mundo trabalhando a favor de uma coisa única. A Economia Solidária só vai acontecer quando todo mundo se sentir dentro dela – afirmou Nilza, assessora do Fórum Municipal de Economia Solidária de Campos.

Foto e texto: Wesley Machado

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Conselho Municipal de Economia Solidária vira realidade


Nesta quarta-feira (28) foi realizada no auditório da Secretaria Municipal de Governo de Campos dos Goytacazes-RJ, nos altos da Rodoviária Roberto Silveira, centro da cidade, a Plenária Mensal do Fórum de Economia Solidária de Campos. Na oportunidade, foi feito o preparativo das representações para a instalação do Conselho Municipal de Economia Solidária de Campos, previsto no Programa Municipal de Economia Solidária, instituído pela Lei 8.717/2016.


Segundo a assessora da ITEP, Nilza Franco, o Conselho Municipal de Economia Solidária de Campos foi a terceira vitória do Movimento de Economia Solidária no município. “A primeira vitória foi colocar a Economia Solidária em um capítulo da Lei Orgânica Municipal como política de estado e não de governo. A segunda vitória foi a instituição do Programa Municipal de Economia Solidária”, afirmou Nilza.


Foram indicados os representantes do poder público municipal no Conselho Municipal de Economia Solidária de Campos. A Prefeitura de Campos será representada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social, Superintendência de Trabalho e Renda, entre outros órgãos.


- O viés da Economia tem um peso importante para consolidar a Economia Solidária como alternativa ao modelo capitalista – disse o sub-secretário de Desenvolvimento Econômico, Mário Sérgio de Castro (de camisa quadriculada), que esteve presente à plenária.


Estiveram presentes ainda à plenária representações de diversos setores produtivos da Economia Solidária, como cooperativas, artesãos, agricultores, pescadores, doceiras e costureiras, entre outras esferas ocupacionais, que vão compor o conselho.

Reportagem: Wesley Machado

terça-feira, 27 de junho de 2017

Representações Sindicais de Servidores e Estudantes da UENF denunciam privatização da universidade e convocam para Greve Geral nesta sexta-feira

Servidores e Estudantes da UENF demonstram união para lutar pela universidade (Foto: Wesley Machado)

Nesta terça-feira (27), representações sindicais de Estudantes, Professores e Técnicos Administrativos da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) realizaram um ato de mobilização da comunidade acadêmica da UENF em frente à Reitoria da universidade. O ato teve o objetivo de protestar contra os três meses de salários atrasados e o não repasse de verbas para a universidade desde outubro de 2015. Com gritos de “Fora Pezão”, “A UENF Resiste” e “Não está normal”, os servidores e alunos marcaram posição em defesa da UENF e contra o Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Antes do ato, os organizadores realizaram na quadra do Centro de Ciências Humanas (CCH) a 2ª Plenária Comunitária com todos os segmentos de representação sindical, como o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Rio de Janeiro (Sintuperj), Associação de Docentes da UENF (Aduenf), Diretório Central dos Estudantes da UENF (DCE-UENF) e Associação de Pós-Graduandos (APG).

O 2º vice-presidente da Aduenf, Marcos Pedlowski, disse que a ideia da plenária e da mobilização da comunidade é tirar uma série de ações comuns para avançar no enfrentamento do quadro que está aberto. “Queremos acabar com a apatia diante da falta total de verbas. Esperamos que a partir daqui tenhamos virado uma página e gerado uma energia positiva com uma resposta unificada”, afirmou Pedlowski, que é professor associado do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico (LEEA), do CCH, da UENF.

O dirigente sindical do Sintuperj, Cristiano Peixoto, comentou que tanto a plenária quanto à mobilização é uma tentativa de unificação dos servidores e alunos da UENF contra os ataques do governo à universidade. “A UENF é uma universidade extremamente importante em nível local, estadual, nacional e até mesmo internacional. É uma universidade que deu certo. E agora aparecem alguns políticos tentando desmontar a UENF. Já começou a privatização. A UENF já pode cobrar por um curso de pós-graduação latu sensu (especialização), por exemplo. Ouvimos de um secretário que a educação de nível superior não é competência do estado. Pode até ser legal, mas é lamentável. À medida que implantam uma universidade, têm de manter”, declarou Cristiano.

A dirigente sindical do Sintuperj, Maristela de Lima, quer uma explicação do governo do estado sobre porque as mesmas categorias estão ficando sem receber. “Não são todos os servidores que estão sem receber. Alguns órgãos, como da Secretaria de Fazenda, da Segurança, receberam o mês de junho. E nós da Ciência e Tecnologia ainda não recebemos abril na íntegra, maio, já vai vencer junho, sem contar o 13º salário de 2016, que ainda não recebemos. Qual o objetivo do governo com esses atrasos salarias que vêm acontecendo desde outubro de 2016?”, perguntou Maristela.

GREVE GERAL - A presidente da Aduenf, professora Luciane Soares, informou que a UENF, com seus segmentos de representação sindical, estará na sexta-feira (30) na 2ª Greve Geral, que será realizada, às 15 horas, no centro da cidade de Campos, com concentração na Praça São Salvador. “A UENF vai estar representada como esteve na greve anterior. Vamos ocupar com bandeiras, camisetas, etc. Nossa intenção é reforçar a necessidade de mobilização contra os ataques aos direitos dos trabalhadores, em especial dos servidores da UENF”, afirmou Luciane.

O presidente do DCE-UENF, Gilberto Gomes, citou a Lei da Terceirização como um prenúncio do que pode ser a privatização da UENF. “Os estudantes agora vão avançar numa perspectiva de radicalizar as lutas, ser mais incisivo nas mobilizações. Vamos rechaçar qualquer sensação de normalidade, embora uma parcela de estudantes mantenha a crença de que as coisas estão normais. Sexta-feira, às 15 horas, estaremos no ato da Greve Geral em Campos, no Calçadão. A expectativa é que, com bloqueio de vias e pontes, em nível nacional, superemos os 40 milhões de trabalhadores parados da greve de 28 de abril”, falou Gilberto, que é estudante do 5º período de Administração Pública na UENF.


Reportagem: Wesley Machado – Jornalista (Registro Profissional: 32.177/RJ)

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Plenária do Fórum Municipal de Economia Solidária de Campos nesta quarta-feira

O Fórum Municipal de Economia Solidária de Campos, por meio da ITEP, convida Trabalhadores, Assessorias Técnicas e Gestores, para a Plenária Mensal que será realizada nesta quarta-feira, dia 28 de Junho de 2017, às 13h30, nos Altos da Rodoviária Roberto Silveira, localizada na Avenida José Alves de Azevedo (Beira Valão), no Centro de Campos dos Goytacazes-RJ.

plenária de junho terá como pauta os seguintes itens: 1. Relatos; 2. Avanços do Movimento com a ALERJ/Poder Público e Câmara Municipal; 3. Recomposição das Vagas dos Gestores Públicos no Fórum; 4. Recomposição da Coordenação, Poder Público e Outros; 5. Apresentação de Gestores Públicos para a política de Economia Solidária; 6. Votação da Composição dos Grupos de Trabalho de Educação e Projetos; e 7. Assuntos Gerais.

- Estamos num importante momento de avanços. Foi confirmada a Audiência Pública da Economia Solidária dia 07 de agosto de 2017, informou a assessora da ITEP, Nilza Franco.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

ITEP planeja Rede Agroecológica de Economia Solidária de Campos

Foto: Luiz Eduardo
Na quarta-feira (14), as assessoras da ITEP, Nilza Franco e Lara Martins, reuniram-se com a representante da Comissão Pastoral da Terra, Viviane Ramiro da Silva, na sala de reuniões da ITEP.

Na reunião de trabalho foi feito um estudo das conferências municipais ligadas ao tema da Economia Solidária, como Desenvolvimento Rural Sustentável e o do Movimento de Educação para o Campo.

- Estamos estudando os documentos, procurando as pessoas que participaram desses momentos, quais foram as propostas, para recuperar e preservar os dados. E estamos planejando a Rede Agroecológica de Economia Solidária de Campos – informou Nilza.

Registro: Wesley Machado

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Fórum Municipal de Economia Solidária em defesa do Rio Paraíba do Sul

Durante o  I Torneio Ecoanzol de Pesca ao Robalo no rio Paraíba do Sul, realizado na sexta-feira (9) em Campos dos Goytacazes-RJ, foi lançado o Movimento Pró-Robalo, que consiste na mobilização ambiental da Ecoanzol em prol da preservação das espécies de robalo presentes no rio Paraíba do Sul. A ITEP, por meio do Fórum Municipal de Economia Solidária, se associou à Ecoanzol na campanha em defesa do Rio Paraíba do Sul.

O Fórum participou do I Torneio Ecoanzol de Pesca ao Robalo com um estande no cais da Lapa. Na oportunidade, o Fórum expôs produtos da Economia Solidária, como doces da terra (chuvisco e goiabada) e artesanatos em geral.

O estande do Fórum recebeu a visita da secretária de Meio Ambiente do município de Carapebus, Sueli Conceição; e da 1° Sargento da Marinha do Brasil, Seção da Agência da Capitania dos Portos de São João da Barra, Letícia Correa Duro.

- No evento foi debatida a possibilidade da implantação do Banco Campos Palmas, um sonho do Movimento de Economia Solidária de Campos. Uma empresa que esteve presente ao evento pode se tornar parceira no projeto - informou a assessora da ITEP, Nilza Franco.

Reportagem: Wesley Machado (Com informações do site da Ecoanzol)
Foto e Imagem Ilustrativa: Divulgação

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Servidores da UENF organizam 2º Bazar para superar salários atrasados

Evento será realizado neste final de semana no Centro de Convenções 


Os servidores da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), com apoio do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais do Estado do Rio de Janeiro (Sintuperj), Associação dos Docentes da UENF (Aduenf) e Associação dos Servidores da UENF (Assuenf), realizam neste final de semana o 2º Bazar da UENF.

O 2º Bazar da UENF tem o objetivo de gerar uma renda extra para os servidores, que estão com os salários atrasados. O evento será realizado no Centro de Convenções da UENF, sexta-feira e sábado, das 9 às 21 horas; e domingo, das 9 às 18 horas. Entrada gratuita.

No local serão comercializados alimentos, vestuários, cosméticos, artesanatos, entre outros produtos de empreendimentos desenvolvidos por servidores da UENF.

Entre os empreendimentos confirmados estão: Cajuzinhos da Ezi, Bolo de Aipim da Joana, Divina Brigadeirisse, Dajuli Pavê, V & R Buffet e Refeições, Bendita Insônia Artesanatos em Geral, Cosmética Cabelo e Pele, Trópica Brewing Co., Aneethun Profissional, Anaflora Orquidáceas, Duncan Bijouterias, Jade Campos Arquiteta e Design, VJ Neves Aluguel de Mesas e Cadeiras e Paccelli Sarmet Consultoria Imobiliária. 

- Em um momento de crise, os servidores da UENF começaram a se organizar para entender o funcionamento da Economia Solidária como política pública - afirmou a coordenadora da Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares (ITEP) da UENF, Nilza Franco.

Reportagem: Wesley Machado